A Rússia se prepara para a onda Ômicron ponderando medidas abrangentes
Serão discutidos em uma reunião do governo na próxima semana
O governo russo está desenvolvendo medidas em resposta à onda iminente de infecções COVID-19 causadas pela cepa Ômicron, anunciou na quarta-feira a vice-primeira-ministra russa, Tatiana Golikova, segundo informa Xinhua, parceira da rede TV BRICS.
Até agora, 698 casos de infecção com a cepa Ômicron foram detectados na Rússia, e a maioria deles foram registrados em Moscou, relatou Golikova em uma reunião do governo com o Presidente Vladimir Putin.
"Não podemos evitar um novo surto de epidemia, mas nossa tarefa é tomar medidas exaustivas para conter a propagação de infecções", afirmou ela.
As autoridades desenvolverão estas medidas, incluindo o apoio financeiro, até o final desta semana e elas serão discutidas em uma reunião governamental na próxima semana, acrescentou ela.
Putin explicou que aquilo que está acontecendo no mundo com a Ômicron significa que a Rússia tem "um par de semanas" para se preparar. Ele exigiu que os hospitais e fábricas que produzem medicamentos, oxigênio e equipamentos de proteção pessoal fossem preparados. Ele também realçou a importância de reforçar os testes e a vacinação.
Os casos diários de COVID-19 na Rússia poderiam ultrapassar 100.000 num "cenário adverso" num futuro próximo, assegurou Anna Popova, chefe do Rospotrebnadzor – Serviço Federal de Supervisão de Proteção e Bem-Estar do Consumidor.
Segundo as estatísticas oficiais, 17.946 novos casos de COVID-19 foram relatados na Rússia nas últimas 24 horas, 4.008 dos quais em Moscou.