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BRICS Arábia Saudita
07.04.24 15:15
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Andrei Baklanov, chefe da Seção de Pesquisa dos países do Oriente Médio e Norte da África da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa, afirma que a influência da Arábia Saudita no mundo aumentará após sua adesão ao BRICS

O especialista falou sobre as perspectivas que se abrem após o ingresso do Reino Saudita no grupo


Andrei Baklanov, chefe da Seção de Pesquisa dos países do Oriente Médio e Norte da África da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa, formou-se em 1969 no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), adjunto ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia, e começou então a trabalhar no próprio Ministério. De 2000 a 2005, atuou como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Federação Russa na Arábia Saudita. A partir de 2007, chefiou o Departamento de Relações Internacionais no Conselho da Federação e, em 2018, atuou como Primeiro Vice-Presidente Assistente do Comitê de Ciência, Educação e Cultura do Conselho da Federação. Desde 2019, é professor, chefe da Seção de Pesquisa da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa. É autor de seis livros e de mais de 400 artigos científicos e publicações na mídia. Recebeu a medalha da “Ordem do Mérito da Pátria” de 2o grau.

Em entrevista exclusiva à TV BRICS, contou sobre o significado da adesão da Arábia Saudita ao BRICS, e como isso afetará a cooperação entre os países.

Andrei Glebovich, bom dia. Em 1º de janeiro de 2024, a Arábia Saudita tornou-se oficialmente membro do BRICS. Como, em sua opinião, isso afetará os trabalhos da associação? E o que esse país pode trazer de bom para o grupo?

Há dois aspectos nesta questão. Em primeiro lugar, a Arábia Saudita é um país muito grande, de autoridade, e poderoso. Ela dispõe de aproximadamente 18% de todas as reservas mundiais móveis de investimentos. É um valor muito grande. Além disso, a Arábia Saudita controla mais de 10% de toda a produção de petróleo. Como exemplo, o Reino Saudita abriga a sede da Organização de Cooperação Islâmica. É, portanto, o carro-chefe do mundo islâmico.

Em segundo lugar, uma outra sede fica localizada em Riad, a do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). O grupo BRICS, ao incorporar a Arábia Saudita como membro, fortaleceu significativamente seu potencial nas esferas política, comercial, econômica e de investimentos.

Em sua opinião, que oportunidades, incluindo investimentos, a participação no BRICS proporciona à Arábia Saudita?

Não foi por acaso que a Arábia Saudita ingrssou no BRICS. Isso se deve, em grande parte, a questões de investimento e técnico-científicas. O fato é que, atualmente, a Arábia Saudita possui duas metas estabelecidas. A primeira é tornar-se um dos dez países mais desenvolvidos do mundo em todos os aspectos. A adesão ao BRICS ajudará a cumprir essa meta. E a segunda meta, ainda mais ambiciosa, é tornar-se um dos países com maior autoridade em termos científicos e de engenharia. E nisso, o Reino da Arábia Saudita assume ser capaz de ampliar seu potencial científico e técnico, tendo a possibilidade de cooperação adicional com os países da associação. Isso também é muito interessante para nós.

Já existem construções extraordinárias, de prestígio e muito bonitas no território do país, em cujo projeto também deveríamos participar. Por exemplo, a cidade mais moderna da Terra - Neom - está sendo construída no Reino Saudita. Existe um conceito de cidades inteligentes, que já foi implementado em muitos países. O que está sendo feito na Arábia Saudita está em um nível superior.

Em sua opinião, a participação no BRICS ajudará a Arábia Saudita a acelerar a diversificação econômica e o desenvolvimento do país?

É exatamente por isso que a Arábia Saudita e o BRICS se uniram. Nesse caso, também calcularam os benefícios positivos que obterão com a cooperação. É claro que a influência do Reino Saudita no mundo aumentará, com sua adesão a uma associação que vem ganhando força. Os sauditas percebem que essa é uma integração interna dos países mais promissores do mundo. Além disso, eles possuem uma simpatia em relação aos países da associação, inclusive à Rússia. Isso é muito importante e pode dar um grande impulso a processos econômicos, científicos e técnicos reais.

Em sua opinião, é possível aumentar as exportações sauditas de energia em troca da abertura dos mercados do Reino Saudita para as importações chinesas?

Essa tarefa já foi resolvida desde um ponto de vista prático. As partes já possuem um esquema de intercâmbio estabelecido. Todos os anos, ambos países analisam sistematicamente como o comércio está se desenvolvendo, e fazem de tudo para impulsioná-lo. Em princípio, o mecanismo de "produtos chineses para o mercado saudita a bons preços, em troca de um fornecimento confiável de energia para a China" já foi elaborado. Entretanto, os dois lados querem avançar para uma cooperação produtiva mais profunda, em que haja uma síntese tanto no plano técnico, como de comunicações humanas. Esse já é um novo patamar.

Em sua opinião, a presença do Reino Saudita no BRICS pode demarcar um avanço histórico nas relações internacionais e comerciais dentro da associação e em geral?

Acredito que a admissão nas fileiras do BRICS desse país, com sua autoridade e com grandes laços no mundo islâmico, mudará seriamente a situação dentro da associação. Abriremos novas perspectivas de cooperação multilateral. Além disso, se tornará um fator de atração para outros países. Já existem de 30 a 40 países que desejam se juntar ao grupo. A presença na associação de um participante tão cauteloso e previdente como a Arábia Saudita é um sinal para muitos outros países de que eles devem também participar. Isso é muito importante e valioso para a associação, para todos nós.

Uma última pergunta, Andrei Glebovich. De 2000 a 2005, o Sr. foi Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário na Arábia Saudita. O que mais o impressionou nesse país? Alguma situação de que se recorde?

Eu conhecia bem a história da Arábia Saudita antes de meu trabalho lá. Mas quando cheguei, fiquei impressionado com a diferença entre a realidade e o que eu imaginava. A grande abertura dos sauditas e a disposição para relações sinceras. Eles realmente nos apreciam por respeitarmos a religião deles. Fiquei muito satisfeito com o fato de estarem sempre prontos para o diálogo. Quanto a algum episódio em particular, o mais marcante foi o apoio que deram à Rússia em março de 2001, durante a libertação de reféns em um avião sequestrado por terroristas. Os sauditas ajudaram a libertar as pessoas, que foram em seguida acomodadas em um bom hotel e recebidas como hóspedes. Esse momento mostrou o enorme potencial de nossa amizade e compreensão mútua e, em grande parte, predeterminou o subsequente desenvolvimento positivo de nossas relações.

Para ver a entrevista completa, clique aqui

Fotografia: captura de tela da entrevista da TV BRICS

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