Arqueólogos descobrem arte rupestre de 10 mil anos no Egito
Petróglifos encontrados evidenciam a evolução da expressão artística humana
Uma expedição arqueológica egípcia fez uma importante descoberta histórica e artística no sul da Península do Sinai. O local, denominado Umm Irak Plateau, era desconhecido até então. A descoberta foi realizada com o apoio do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, conforme informado pelo Sada El-Balad, parceiro da TV BRICS.
Os arqueólogos documentaram um abrigo rochoso de arenito, com mais de 100 metros de comprimento e um teto que varia de 1,5 a 0,5 metros de altura. No teto, foram encontrados diversos petróglifos em tinta vermelha e cinza, representando animais e símbolos. Essas descobertas ressaltam a riqueza e a diversidade da expressão artística.
De acordo com os dados preliminares, os petróglifos podem ser classificados em diferentes grupos temporais. As imagens mais antigas, feitas com tinta vermelha, provavelmente datam de 10 mil a 5,5 mil anos a.C. Entre os desenhos, estão representações de um caçador com arco capturando uma cabra montesa, além de camelos e cavalos com pessoas armadas. Alguns desses desenhos possuem inscrições em nabateu, o que sugere a presença de períodos históricos posteriores.
Foto:
Sada El-Balad
Foram também documentadas inscrições em árabe, o que confirma a continuidade do uso do local durante a era islâmica.
O ministro de Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy, ressaltou que essa descoberta é uma valiosa adição ao mapa arqueológico do país, evidenciando a rica história cultural da Península do Sinai. Ele ainda destacou que essas descobertas reforçam a posição do Egito como um importante destino de turismo cultural.
As pesquisas científicas e a análise dos desenhos e petróglifos continuarão nos próximos meses, com o objetivo de desenvolver um plano abrangente para a proteção e documentação sustentável do local.
Pesquisas arqueológicas também estão em andamento nos países do BRICS. Por exemplo, no centro da cidade russa de Penza, cientistas encontraram uma grande coleção de materiais arqueológicos, principalmente do século XIX ao início do século XX, incluindo fragmentos de utensílios de madeira carbonizada, utensílios de cozinha e azulejos. A informação foi compartilhada pelo Ministério da Proteção de Monumentos Históricos e Culturais da Região de Penza.
Na província de Hunan, no sudeste da China, foi encontrado um complexo com 214 túmulos datados do período do século XI a.C. ao ano 220 a.C., contendo mais de 560 relíquias culturais, incluindo espadas de bronze, potes de barro, jarros com padrões complexos, anéis de jade e artefatos de ferro. A informação foi divulgada pelo China Daily, parceiro da TV BRICS.
De acordo com a Saudi Press Agency (SPA), na Arábia Saudita, na região montanhosa de Soudah, foram encontrados 20 desenhos rupestres únicos, com idades estimadas entre 4 e 5 mil anos. Entre as descobertas, estão inscrições tamúdicas, associadas à antiga tribo Thamud, imagens de cabras montesas, hienas, avestruzes, palmeiras e cenas de caçadores e dançarinos, refletindo os hábitos ecológicos e sociais das antigas comunidades que habitaram a região.
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