Brasil apresenta estratégia para preservação da biodiversidade nacional
O Governo Federal lançou a Estratégia e Plano de Ação Nacional para a Biodiversidade (Epanb), uma iniciativa destinada a preservar e restaurar os ecossistemas brasileiros, além de promover o uso sustentável da biodiversidade no país. A medida foi anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Organizada em 234 ações, a Epanb será executada por cerca de 20 ministérios e 30 instituições federais. A principal meta do plano é garantir a proteção de 80% da Amazônia e 30% dos demais biomas nacionais até 2030, além de promover a recuperação de pelo menos 30% das áreas degradadas em cada bioma.
Entre as principais ações previstas pela Epanb, destacam-se:
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Restauração em larga escala e combate ao desmatamento;
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Conservação de biomas e ecossistemas;
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Combate às espécies exóticas invasoras e à poluição;
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Financiamento da biodiversidade;
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Promoção da bioeconomia e repartição de benefícios.
Segundo a secretária nacional de Biodiversidade do MMA, Rita Mesquita, a estratégia foi elaborada com a participação de diversos setores da sociedade, incluindo o setor privado e as populações tradicionais.
"A forma como essa política foi construída e os entendimentos que estão dentro desse texto atestam essa visão de uma sociedade plural que convive com a natureza de uma maneira harmônica, e que sabe transformar essa biodiversidade em um ativo para sua própria sociedade", destacou ela.
João Paulo Capobianco, ministro substituto do Meio Ambiente, destacou que a Epanb está alinhada ao compromisso do governo de zerar o desmatamento até 2030. Além disso, o plano se integra a outras importantes iniciativas brasileiras, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e as três Convenções do Rio, que tratam do Clima, da Biodiversidade e do Combate à Desertificação.
A questão da governança ambiental é amplamente discutida entre os países-membros e parceiros do BRICS, que têm implementado medidas para proteger os ecossistemas e promover a gestão sustentável dos recursos naturais.
O Egito lançou um projeto destinado a fortalecer a capacidade dos centros urbanos de enfrentar riscos ambientais. Segundo o Daily News Egypt, parceiro da TV BRICS, o programa será expandido para cidades mais vulneráveis às mudanças climáticas, com ações voltadas ao aprimoramento do planejamento urbano, ao fortalecimento da gestão de recursos hídricos e ao desenvolvimento de sistemas de alerta precoce para eventos climáticos extremos.
A Etiópia também intensifica seus esforços em direção a um desenvolvimento centrado no clima, defendendo maior investimento em inovação verde para acelerar a transição rumo a uma economia resiliente. Autoridades nacionais destacam que o crescimento futuro do país depende de setores como transporte limpo, redução de emissões e gestão moderna de resíduos, conforme informou a ENA, parceira da TV BRICS.
Outro país que tem priorizado a restauração ambiental e a proteção dos ecossistemas é o Vietnã. A Vietnam News Agency (VNA), também parceira da TV BRICS, ressaltou que o país alcançou avanços significativos na preservação das províncias costeiras graças a iniciativas como aquicultura sustentável, ecoturismo e modelos de renda diversificados.
Fotografia: Michele Ricucci / iStock
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