Brasil oficializa ingresso na OPEP+ com países produtores de petróleo
Decisão fortalecerá o papel do Brasil nas discussões globais sobre energia e transição energética
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil oficializou sua decisão de aderir à Carta de Cooperação dos países produtores de petróleo, vinculada à OPEP+, após convite da organização. A decisão foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em declaração publicada na terça-feira (18), conforme reportado pelo Metrópoles, parceiro da rede TV BRICS.
"Este passo segue o anúncio feito por Silveira durante a 36ª reunião ministerial da OPEP, realizada em 30 de novembro de 2023. A decisão também dá continuidade à visita histórica do secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, ao Brasil em outubro de 2023", conforme destacado pela nota oficial emitida pela organização.
De acordo com a assessoria de imprensa da OPEP, a adesão do Brasil à Carta de Cooperação da OPEP+ foi possível graças aos esforços do ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdel Aziz bin Salman Al Saud. Em 2024, uma série de visitas e encontros bilaterais com a liderança brasileira culminaram na formalização do ingresso do Brasil no fórum.
Além disso, durante a reunião do CNPE, também foi aprovada a adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia (AIE) e à Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA). Segundo Silveira, essas organizações desempenham um papel fundamental no futuro da energia mundial, e a participação do Brasil nelas fortalecerá sua posição global nas áreas de matriz elétrica e energética, além de consolidar sua produção nacional de biocombustíveis.
"O Brasil é uma potência energética, e sua diversidade deve servir de exemplo para pautar discussões no cenário mundial. A transição e a segurança energética são caminhos complementares. Essa decisão permite que o Brasil desempenhe um papel ativo em um momento de grandes transformações no setor de energia, fortalecendo seu diálogo com organizações internacionais que lideram o debate global sobre temas fundamentais", destacou Silveira.
O convite para que o Brasil ingressasse na OPEP+ foi feito em 2023, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Arábia Saudita.
A Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) foi fundada em 1960 para coordenar a política petrolífera entre os países-membros, estabilizar os preços do petróleo e controlar a produção. Atualmente, a OPEP é composta por Argélia, Venezuela, Gabão, Iraque, Irã, Congo, Kuwait, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Nigéria, Arábia Saudita e Guiné Equatorial.
A Carta de Cooperação da OPEP+ funciona como uma plataforma de troca de opiniões sobre o estado e desenvolvimento dos mercados globais de petróleo e energia. O formato expandido da organização inclui países aliados à OPEP, como Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Rússia, Sudão do Sul e Sudão.
Fotografia: Ricardo Stuckert / Assessoria de imprensa da presidência brasileira
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