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04.10.23 14:05
Sociedade

"BRICS: no espelho dos tempos". Ministério das Relações Exteriores do Brasil

A 20ª edição do projeto conjunto da TV BRICS e GAUGN é dedicada a um órgão único de política externa

Na 20ª edição do projeto conjunto da rede internacional TV BRICS e GAUGN "BRICS: no espelho dos tempos", dedicada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Alla Borzova, Doutora em História, Professora do Departamento de Teoria e História das Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade RUDN, falou sobre a atuação dos diplomatas brasileiros durante a Guerra Fria e sobre como isso afetou as relações com a União Soviética.

O projeto é apoiado pelo Ministério da Educação e Ciência da Rússia, no âmbito do projeto federal "Popularização da Ciência e Tecnologia".

Em meados do século XIX, surgiu no Rio de Janeiro o Palácio do Itamarati. Essa obra-prima da arquitetura neoclássica recebeu o nome de seu fundador, o Barão de Itamarati. Em 1899, o prédio abrigou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Na década de 70 do século passado, o Ministério mudou-se para a nova capital, Brasília. No entanto, os habitantes do país ainda chamam seu órgão de política externa de Itamaraty, e ele é único não apenas por seu nome.

Em seus inúmeros trabalhos, a senhora escreve sobre o Palácio do Itamaraty e afirma ser um edifício único e um Ministério das Relações Exteriores também único, não só no Brasil, mas também no mundo. Por quê?

Esse Ministério das Relações Exteriores é encarregado de tarefas enormes - em primeiro lugar, preservar a integridade territorial do Brasil. O país é enorme, os brasileiros chamam o Brasil não de país, mas de continente. Além disso, foi necessário resolver todas as reivindicações territoriais com seus vizinhos. O passo seguinte era obter reconhecimento no cenário mundial, desenvolver a economia, o comércio exterior e as prioridades da política externa. E tudo isso foi confiado ao Ministério das Relações Exteriores. Seu desenvolvimento foi muito rápido e dinâmico.

No século XIX, o Brasil viveu apenas uma guerra. Juntamente com a Argentina e o Uruguai, o Brasil se opôs ao pequeno Paraguai. Naturalmente, o resultado da guerra era previsível, mas ela trouxe inúmeras vítimas de todos os lados e deixou uma marca tão séria na mentalidade dos brasileiros e na formação da política externa, que passaram a falar apenas em soluções pacíficas de conflitos. Assim, no Itamaraty, no início do século XIX, foram formados os princípios básicos da política externa.

O principal não é apenas a preservação da integridade territorial, da soberania, do direito internacional e assim por diante, mas também a resolução pacífica de conflitos. Mediação, arbitragem, negociação, envolvendo o papa, a rainha da Grã-Bretanha, o presidente dos Estados Unidos... E o segundo ponto, o serviço diplomático brasileiro, eu considero que tem uma sorte histórica, pois tem sido liderado por personalidades únicas.

O Barão do Rio Branco foi o pai, o fundador do Itamaraty. Ele chamava o Ministério das Relações Exteriores do Brasil de casa, porque morava lá, e não se distanciava do Ministério. Ele passeava tranquilamente pelas ruas do Rio de Janeiro, com calça de lona branca, chapéu branco, e todos podiam se aproximar e cumprimentá-lo. E assim ele definiu as prioridades da política externa do país. E isso se refletiu em que o Brasil assinou o Tratado de Paz de Versalhes após a Primeira Guerra Mundial. Os seus 100 anos de independência, em 1922, o Brasil comemorou com grandes conferências por toda a região - realizando exposições, anunciando seus produtos.

Falamos muito sobre marcas, mas isso foi uma criação do Barão do Rio Branco. As características dos produtos brasileiros foram traduzidas para cinco idiomas, e disseminadas pela Europa. Aliás, ele mesmo participou de uma exposição em São Petersburgo, quando então se estava ensinando a elite russa a tomar café, familiarizando-a com essa bebida. Isso foi bem recebido pelo público russo, especialmente pelo fato de que as caras sacas de café que sobraram foram enviadas gratuitamente para a casa dos feridos da Guerra da Crimeia. Esse tipo de ação foi bem abordado em nossa imprensa russa.

Outra pessoa muito interessante foi Melo Franco. O homem que resolveu duas guerras - a Guerra do Chaco entre o Paraguai e a Bolívia, e a guerra entre a Colômbia e o Peru. Os países da região o indicaram para o Prêmio Nobel da Paz.

Como o establishment brasileiro encarou a eclosão da Segunda Guerra Mundial?

Os interesses alemães eram muito sérios na América Latina. E, por exemplo, em 1939, o comércio do Brasil com a Alemanha superava em muito o comércio do Brasil com os Estados Unidos. Além disso, havia uma enorme diáspora alemã no país. Crianças aprendiam alemão, jornais eram publicados em alemão, havia rádio em alemão, havia muito apoio e financiamento da Alemanha para as atividades do partido nazista, o partido criado por Adolf Hitler. Havia muitas células dele no país.

Em meados e no final da década de 1930, o Brasil se viu diante de uma escolha: ou os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), ou os Estados Unidos, a União Soviética, a Grã-Bretanha e a França. A difícil escolha foi feita, em grande medida, por Osvaldo Aranha, chanceler do Brasil. Ele começou com uma proposta de reforma do sistema educacional. As escolas alemãs foram extintas. A educação passou a ser em português, assim como o ensino de história do Brasil. Muitas colônias alemãs e italianas também foram dispersas, o que deixou o embaixador alemão no Brasil, Karl Ritter, furioso. Mas a resposta de Osvaldo Aranha foi muito dura - ele disse que era um assunto interno do Brasil.

Esse homem conseguiu conter a onda de disseminação do nazismo no Brasil e influenciar a solidariedade pan-americana. Quando Oswaldo Aranha comunicou que o Brasil estava cortando relações diplomáticas com a Alemanha, foi apoiado pelos países latino-americanos, exceto Argentina e Chile.

Como os diplomatas brasileiros agiram durante a Guerra Fria? E como isso afetou os laços com a União Soviética?

O Brasil teve de escolher entre seguir as políticas dos Estados Unidos ou seguir um caminho mais independente. Durante a Guerra Fria, destacamos Araújo Castro, o homem que definiu a política externa do país por um quarto de século. Ele falava sobre o congelamento do equilíbrio de poder, sobre a necessidade de se escolher uma terceira via entre as duas superpotências. Isso significava concentrar-se nos países em desenvolvimento, apoiar a luta contra o colonialismo, apoiar os países africanos e desenvolver relações com os países “socialistas”.

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Em 1947, o Brasil restabeleceu relações conosco, depois elas foram desaceleradas novamente e, em 1961, as relações diplomáticas foram restabelecidas. Isso foi programado para coincidir com a visita de Gagarin. Ele estava viajando pelo mundo todo, e, obviamente, havia um desconforto: ele foi convidado para ir ao Brasil, mas não havia relações diplomáticas, e então as relações diplomáticas foram restabelecidas.

E como a política externa do Brasil mudou no século XXI, inclusive com relação ao nosso país?

O colapso da União Soviética, eu diria, foi uma catástrofe política para o Brasil, porque ele se sentia muito bem durante a Guerra Fria. Mas então veio a formação de um mundo praticamente unipolar, houve uma necessidade de se orientar ao terceiro mundo, no desenvolvimento da integração na região, como o Mercosul, etc.

As relações diplomáticas foram reestabelecidas com todos os Estados pós-soviéticos, a Federação Russa foi reconhecida como sucessora da União Soviética, e veio uma orientação no sentido de desenvolver as relações com nosso país.

Lula da Silva visitou nosso país várias vezes. A prioridade tem sido dada ao comércio, aos investimentos, à cooperação na educação e assim por diante. Nós interagimos e seguimos interagindo em organizações internacionais, de modo que as relações passaram a se desenvolver de forma bastante dinâmica.

Que tipo de inovação existe no Itamaraty?

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil é provavelmente uma das instituições mais avançadas e bem organizadas. É uma organização que está atenta a todos os acontecimentos. Está se modernizando e se reformando muito rapidamente. Entre as inovações, eu chamaria a atenção para o seguinte fato: são realizadas muitas conferências e, para acompanhar todos os eventos em todas as áreas, há um sistema em que alguns diplomatas brasileiros passam a trabalhar no Ministério da Saúde, no Ministério do Meio Ambiente, no Ministério da Agricultura... Ocorre uma espécie de intercâmbio de quadros. Depois disso, eles voltam a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores. Portanto, o Ministério das Relações Exteriores conhece todos os problemas. É o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, que implementa o programa de diplomacia da inovação. O Ministério das Relações Exteriores está envolvido no desenvolvimento de startups, programas para jovens empresas, que têm mais potencial de crescimento.

Aqui estão alguns dados: de 2017 a 2021, o número de eventos organizados pelo Ministério das Relações Exteriores aumentou de seis para 142; em 2022, foram realizados 165 eventos no campo da inovação.

Fotografia: istockphoto.com,  flickr.com
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