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Cientistas consideram que 60% das espécies de café selvagem correm risco de extinção

Cientistas consideram que 60% das espécies de café selvagem correm risco de extinção


Quase metade – 75 das 124 – espécies de café selvagem que cresecem nos territórios da África e da Ásia, correm o risco de desaparecer. A razão principal é a diminuição das florestas, difusão de enfermidades e mudanças climáticas, consideram os cientistas do Royal Botanic Garden de Kew, no Reino Unido. Milhões de granjeiros, para os quais o cultivo do café é aprincipal fonte de renda, estão muito preocupados com essa previsão, informa The Independent.

Por causa do aquecimento até o final do século, segundo a previsão dos cientistas, a quantidade de áreas naturais de cultivo do café arábica, responsável por 60% da produção mundial de café, pode ser reduzida em duas vezes. Na Etiópia – maior exportador de frutos da árvore de café no continente africano – a área das plantações de café pode ser reduzida em 85% até 2080. Isso resultará em grandes mudançaseconômicas em todo o país, 15 milhões de pessoas trabalham na indústria cafeeira no país.

A seca prolongada eparasitas causam danosàs plantações da robusta – a segunda espécie de café mais popular.

De acordo com um dos pesquisadores do Garden de Kew, professor Heimar Nick Lugdakha, o cenário parece preocupante, especialmente levando em conta o fato de que entre representantes da flora, a parte das espécies vulneráveis é de 22%, e umas das espécies de café não é encontrada na natureza selvagem há 100 anos. É muito provável que já tenham sido extintas.

"O café que tomamos hoje existe por causa do accesso às espécies selvagens", –disse professor Aaron Davis, líder da pesquisa.
Segundo ele, atualmente encontram-se sob ameaça plantas resistentes à doenças e capazes de sobreviver em condições climáticas adversas, as medidas que são tomadas para protegê-las são insuficientes.

Verificou-se que bancos de sementes sofrem com a falta de material gentético, de 45% das espécies de café, 28% das espécies crescem em áreas não protegidas. É preciso dirigir todos os esforços para preservação do material genético das plantas em bancos de sementes.
Os principais fornecedores de grãos são Brasil, Índia e Nicarágua, segundo as previsões dos especialistas, mais da metade das plantações de café podem ser perdidas até a metade do século.

Ao mesmo tempo, de acordo com o relatório da organização World Coffee Research, a produção mundial e o consumo de café aumenta anualmente em 2,1%. Se este índice continuar crescendo, até 2050 a indústria terá de produzir duas vezes mais, mas o aquecimento global e o desmatamento não permitirão satisfazer a demanda.

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