Cientistas iranianos criam método biotecnológico para transformar penas de aves em farinha de proteína
Cientistas iranianos desenvolveram uma tecnologia inovadora para transformar penas de aves em farinha de proteína para ração animal. O objetivo é converter resíduos da indústria avícola em um produto útil para o setor agrícola. A pesquisa faz parte de um projeto nacional, financiado pelo Fundo Nacional de Ciência do Irã, conforme informado pela IRNA, parceira da TV BRICS.
Resíduos de abatedouros, como as penas, são frequentemente usados em ração, mas têm valor nutricional baixo. As penas representam até 5% do peso total das aves e são uma das maiores fontes de desperdício na indústria. O aumento da produção avícola tem gerado mais resíduos, e a indústria busca soluções econômicas para processá-los.
A principal dificuldade está no fato de as penas serem compostas principalmente por queratina, uma proteína extremamente resistente. Sua estrutura é reforçada por ligações químicas fortes, tornando-a difícil de decompor. Embora as enzimas capazes de degradar queratina, chamadas queratinases, já sejam conhecidas, seu uso industrial só recentemente se tornou amplamente aplicável, sendo utilizado em áreas como purificação de águas residuais, alimentos, têxteis, medicamentos e cosméticos.
Para o Irã, onde a pecuária é um setor-chave da economia, a capacidade de transformar resíduos em produtos valiosos é crucial. Por isso, a pesquisa se concentrou em criar uma biotecnologia para transformar as penas em farinha nutritiva para ração animal.
Os cientistas utilizaram engenharia genética para isolar o gene responsável pela produção de queratinase em uma bactéria local e inseri-lo em um microrganismo de laboratório. Isso permitiu estudar as propriedades da enzima e otimizar sua produção. As cepas resultantes podem ser usadas para produzir a enzima ou para acelerar a decomposição dos resíduos das penas.
Fotografia: Smederevac / iStock
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