Especialista chinês destaca temas centrais da Cúpula do BRICS no Brasil
Segundo o pesquisador, a reunião abordará comércio, governança global e inteligência artificial
O mecanismo do BRICS evoluiu de um conceito inicialmente econômico para uma plataforma de cooperação multissetorial, afirmou o pesquisador Xie Hongjun, do Centro de Estudos BRICS da Universidade de Negócios e Economia Internacional da China (UIBE), em entrevista à CGTN, parceira da rede TV BRICS.
O especialista demonstrou grandes expectativas em relação à próxima Cúpula do BRICS, que será realizada no Brasil. Segundo ele, esta será a primeira reunião de líderes no novo formato ampliado, que inclui os parceiros do grupo. A expectativa é que o encontro traga avanços significativos na cooperação econômica e comercial.
"Em primeiro lugar, propõe-se a criação de um comitê de facilitação comercial entre os países do BRICS, com o objetivo de padronizar certificações e procedimentos alfandegários — o que contribuirá para o fortalecimento do comércio, do desenvolvimento sustentável e da inovação empresarial. Em segundo lugar, destaca-se a necessidade de reforçar o intercâmbio tecnológico no grupo, com foco em áreas como novas energias, inteligência artificial e sustentabilidade", explicou.
Segundo ele, três temas centrais serão abordados na cúpula: o aprofundamento das relações econômicas e comerciais, a reforma da governança global e a resposta conjunta aos desafios internacionais, por meio do fortalecimento institucional do BRICS. O especialista também destacou o avanço nos acordos de pagamentos em moedas nacionais, a coordenação das cadeias de suprimentos e o comércio digital como pontos estratégicos da agenda.
"A governança da inteligência artificial será outro tema-chave. A grande questão é como garantir que o controle das redes neurais sirva aos interesses da humanidade como um todo, e não apenas de um grupo restrito de países", afirmou.
A Cúpula do BRICS será realizada nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, e representa o principal evento do período de presidência brasileira na associação.
Fotografia: CGTN