Irã revoluciona regeneração óssea com enxerto nanoengenheirado de última geração
Pesquisadores iranianos desenvolveram um enxerto ósseo sintético nanoengenheirado, projetado para aprimorar significativamente a velocidade e a segurança da regeneração óssea. O novo material biomimético, isto é, inspirado na estrutura natural do tecido ósseo, foi apresentado pelas autoridades científicas do país como parte dos esforços contínuos para avançar na medicina regenerativa e reduzir a dependência de enxertos importados. A informação foi divulgada pela Mehr News Agency, parceira da TV BRICS.
Desenvolvido com nanopartículas de hidroxiapatita menores que 50 nanômetros, o pó apresenta uma área de superfície excepcionalmente alta, superior a 150 m²/g. Essa estrutura em escala nanométrica favorece a estimulação intensa da formação óssea e a rápida absorção de sangue, permitindo que o material apoie tanto a reparação óssea quanto a coagulação durante os procedimentos cirúrgicos.
O enxerto é produzido em diversas formas: pó, grânulos, cubos macios e duros e hastes baseadas em malha. Isso oferece aos cirurgiões maior flexibilidade para selecionar a opção mais adequada para operações específicas.
Avaliações clínicas indicam que o enxerto biomimético pode acelerar a cura óssea em até 75% na forma granular e 63% na forma em pó. Esses resultados destacam seu potencial como uma alternativa econômica e eficiente aos materiais importados, que atualmente correspondem a mais de 82% dos enxertos ósseos sintéticos utilizados no Irã.
Com cerca de 26 mil operações anuais que exigem tais enxertos, a produção doméstica deve reduzir o gasto com moeda estrangeira e melhorar o acesso a soluções médicas seguras e de alta qualidade.
Especialistas apontam que os avanços em biomateriais nanoestruturados estão fortalecendo a capacidade do Irã em tecnologias regenerativas, promovendo uma maior independência tecnológica no setor de saúde. Além disso, como aponta a fonte, o desenvolvimento abre portas para a futura exportação de produtos biomédicos fabricados localmente, baseados na expertise científica nacional.
Fotografia: AndreyPopov / iStock
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