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Portugal é referência para o Brasil em programas para idosos

Portugal é referência para o Brasil em programas para idosos

Para saber como Portugal tem respondido aos desafios impostos pelo envelhecimento, uma delegação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia esteve em Portugal na semana passada para uma série de visitas técnicas. A visita foi realizada em parceria com a companhia francesa especialista em expedições técnicas em saúde, Dialog Health. A delegação brasileira era composta por dez médicos geriatras e duas terapeutas ocupacionais, que vieram de diferentes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rondônia. Alguns atuam no serviço público ou no setor privado; outros são ligados a universidades estaduais ou federais, informa o repórter de tvbrics.com com referência à RFI.

Nos quatro dias de visitas, a delegação brasileira foi a quatro cidades: Porto, Coimbra, Aveiro e Lisboa. Visitou projetos sociais, residência de longa permanência, apartamentos planejados para pessoas com 65 anos ou mais, instituição de apoio a idosos. Conheceram serviço de teleassistência, sistemas e aparelhos para telemedicina, um centro de pesquisa e desenvolvimento e dois consórcios: o Porto4Ageing, que é uma iniciativa da Universidade do Porto; e o Ageing@Coimbra, que tem a Universidade de Coimbra como membro fundador.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera um país envelhecido quando os idosos somam mais de 14% da sua população. No Brasil, eles já representam 13,5%, de acordo com o IBGE. Isso quer dizer que o Brasil está envelhecendo, enquanto Portugal já envelheceu. O país é hoje o terceiro mais envelhecido da União Europeia (UE), só superado por Alemanha e Itália. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, 21,8% da população portuguesa são idosos. Daqui a 30 anos, o país estará no topo, com a maior porcentagem de pessoas com mais de 65 anos, segundo o Eurostat - Gabinete de Estatísticas da UE. Esse envelhecimento acelerado está associado ao aumento da expectativa de vida, às baixas taxas de natalidade e à emigração. Para termos uma ideia: por cada grupo de 100 jovens há 159 pessoas com mais de 65 anos. Isso quer dizer que o país viu crescer uma população que deixou de produzir e passou a apresentar necessidades novas em virtude do envelhecimento.

 


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