Processamento de terras raras pode tornar a Índia líder no setor
A Índia pode fortalecer sua posição no mercado global de terras raras ao desenvolver suas capacidades de processamento e refino desses materiais, afirmou Adnan Amin, presidente do Conselho Mundial de Energia. A informação foi divulgada pela ANI, parceira da TV BRICS.
De acordo com o especialista, para alcançar uma posição de destaque no setor, não é necessário possuir as terras raras, já que elas estão presentes em várias regiões do mundo, inclusive na Índia. O que realmente importa é desenvolver uma base industrial robusta para processar a matéria-prima e gerar componentes que possam ser utilizados no campo da energia verde.
Amin observou que investimentos substanciais nas capacidades de processamento já permitiram à China conquistar a liderança nesse mercado nos últimos 25 anos. Segundo ele, o desenvolvimento de cadeias de produção próprias tornou-se uma prioridade para vários países.
Além disso, o presidente do Conselho Mundial de Energia ressaltou que a inteligência artificial oferece uma oportunidade única para que países em desenvolvimento aprimorem a eficiência de suas infraestruturas energéticas.
"Eu acredito que o surgimento da IA representará uma revolução na indústria energética. Para mim, isso é semelhante com o que ocorreu com a telefonia móvel", acrescentou Amin.
Por fim, ele destacou que países como a Índia, que têm avançado na área de IA, estão em uma posição privilegiada para aplicar essa tecnologia no setor energético.
Fotografia: mechichi / iStock
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