Vacina da Pfizer contra Covid-19 usa tecnologia inédita. Conheça
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa BioNTech usa uma tecnologia inédita para conseguir a resposta imunológica adequada no organismo. A fórmula é baseada em RNA mensageiro, um método que, apesar de bastante estudado, nunca foi usado nas imunizações que já obtiveram registro.
Para que a vacina funcione, a sequência de bases do RNA mensageiro correspondente à proteína spike do vírus, que é produzida em laboratório e envelopada em lipídios, para que possa ser introduzida no organismo. As células humanas processam esse RNA mensageiro, passando a produzir a proteína do vírus, que será reconhecida pelo sistema imune. Assim, serão sintetizados anticorpos contra esse fragmento do vírus, que protegerão a pessoa imunizada.
“O RNA mensageiro é inserido no organismo e, a partir daí, comanda a fabricação de anticorpos que vão desarmar o vírus em um ataque futuro”, explica o médico José David Urbaez, diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SIDF).
O novo método tem vantagens e desvantagens. O processo de produção da vacina pode ser agilizado, pois não há necessidade de cultivar o vírus em laboratório para, em seguida, atenuá-lo – esta é a estratégia mais usada na fabricação de vacinas e está sendo adotada, por exemplo, pela Coronavac.
No entanto, o RNA mensageiro é bastante “instável”, ou seja, a vacina pode estragar com facilidade, pois a molécula desenvolvida corre o risco de se desmanchar antes de ser introduzida no corpo.
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