Cientistas da África do Sul descobrem potencial de arbusto medicinal contra cânceres difíceis de tratar
Espécie é conhecida por seu uso nas práticas medicinais tradicionais do país
Uma equipe de pesquisa da Universidade do Noroeste da África do Sul investiga extratos do arbusto local Lessertia frutescens e seus efeitos sobre células cancerígenas humanas. A planta, conhecida pelo nome popular "cancer bush" — literalmente, "arbusto do câncer", é usada há muitos anos na medicina tradicional sul-africana. A informação foi divulgada pelo IOL.
Estudos laboratoriais mostraram atividade dos extratos da planta contra vários tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão de pequenas células resistente a medicamentos e câncer colorretal.
Segundo a professora Crisna Gouws, do Centro de Excelência em Ciências Farmacêuticas, os extratos da planta foram testados em células tumorais humanas em cultura, além de modelos mais complexos, conhecidos como "minitumores" ou esferoides.
A atividade da planta em células tumorais resistentes aos métodos tradicionais de terapia despertou interesse especial dos cientistas.
"Isso abre novas linhas de pesquisa em opções de tratamento para tipos de câncer hoje considerados incuráveis", afirmou Gouws.
Agora, os especialistas estudam as substâncias fitoquímicas da planta para identificar as moléculas responsáveis pela atividade antitumoral e compreender seu mecanismo de ação.
A próxima etapa do trabalho prevê testes em animais, que deverão confirmar a segurança e a eficácia da abordagem antes de avançar para estudos clínicos.
Paralelamente, os cientistas estão desenvolvendo um produto de medicina complementar à base da planta. Segundo eles, essas pesquisas podem, no futuro, ampliar o acesso a fitoterápicos locais e abrir novas oportunidades para o setor agrícola.
Cientistas dos países do BRICS exploram o potencial terapêutico de plantas, extratos vegetais e compostos naturais para o tratamento de diferentes doenças.
A Universidade Federal do Pará, no Brasil, também estuda a eficácia de óleos essenciais de plantas amazônicas, como canela e cipó-alho, na terapia oncológica. Os primeiros testes laboratoriais mostraram que esses óleos podem atuar de forma seletiva sobre células cancerígenas, preservando as saudáveis. No caso da canela, a linhagem de câncer gástrico demonstrou ser cerca de cinco vezes mais sensível ao óleo do que as células saudáveis. Já o cipó-alho apresentou potencial citotóxico contra várias linhagens tumorais, mesmo em baixas concentrações. A pesquisa ainda está em fase inicial, com previsão de análises moleculares mais aprofundadas, testes em culturas 3D e estudos in vivo para confirmar a segurança e a eficácia do método, segundo informações do governo do Brasil.
Cientistas chineses identificaram a silibina, composto natural associado à medicina tradicional chinesa, capaz de conter o crescimento de células de câncer de fígado. A substância interfere no mecanismo de transporte do lactato, que desempenha papel importante na nutrição das células cancerígenas. Segundo a Xinhua News Agency, parceira da rede TV BRICS, experimentos laboratoriais confirmaram que o composto inibe o crescimento tumoral em culturas celulares e em testes com animais, o que pode servir de base para o desenvolvimento de novas abordagens antitumorais.
Especialistas da Universidade Andalas, na Indonésia, estão estudando uma combinação de plantas medicinais locais, canela, fisális e cebola dayak para a terapia de diabetes e hipertensão. Em experimentos com animais, os extratos vegetais ajudaram a normalizar os níveis de glicose e a pressão arterial, além de reduzir a inflamação. Antes de uma possível aplicação em humanos, os pesquisadores planejam realizar estudos adicionais, informou a Antara News.
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