Cobalto é o "ouro azul" para impulsionar transição energética
Reserva abundante de metal azulado no Brasil deve estimular investimento exterior e impulsionar transição energética sustentável
O cobalto, encontrado em abundância no Brasil, é visto como um mineral com diversas capacidades comerciais e detentor de grande capacidade para desenvolver tecnologias voltadas para a promoção da transição para energias sustentáveis, informa Metrópoles, parceiro da rede TV BRICS.
Segundo um levantamento geológico da Agência Nacional de Mineração brasileira, dados apontam para uma reserva nacional de 70 mil t do mineral, o que coloca o Brasil à frente da concorrência no mercado global e no 9º lugar em ranking de reserva mundial.
A extração do metal atrai investimentos especilamente de países que necessitam de mais reservas do recurso. O Piauí, por exemplo, recebeu um aporte de US$ 25 milhões (cerca de R$ 149,3 milhões) em 2020 para extração de níque e cobalto. O estado também deve receber US$ 6 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões) para realização de um ambicioso projeto, que visa produzir 25 mil t de níquel em 2025; e extrair 800 t de cobalto em 2026.
Conforme análise do Banco Mundial, a demanda no cenário global por cobalto deve aumentar 585% até o ano de 2025.
O “ouro azul” é extensivamente utilizado para a produção de muitos produtos, como as baterias, principalmente as recarregáveis. Ele também é usado para a fabricação de superligas e produtos como ímãs, airbags, tintas, aço rápido e ferramentas de diamantes.
Fotografia: iStock
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