Egito conclui plano nacional de gestão da seca e se prepara para atrair investimentos privados
País pretende aproveitar novos mecanismos financeiros discutidos em conferência da ONU na Mongólia
O Egito concluiu a elaboração de seu plano nacional de gestão da seca, o que permite ao país buscar financiamento por meio de novos mecanismos internacionais em desenvolvimento durante a 17ª sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar. A informação foi divulgada pela subsecretária-geral da ONU e secretária-executiva da Convenção, Yasmine Fouad, à Agência de Notícias do Oriente Médio (MENA), parceira da TV BRICS.
Segundo Fouad, um dos principais objetivos da COP17 é transformar planos em projetos efetivamente financiados. O encontro dá continuidade ao trabalho iniciado em Riade e tem como prioridades o combate à seca, a recuperação de terras e a atração de investimentos privados. A questão é especialmente relevante para os países africanos, fortemente afetados pela degradação do solo.
O Egito pretende ampliar a participação do setor privado no financiamento de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. Atualmente, as empresas respondem por apenas 6% dos investimentos globais nesse campo. Para mudar esse cenário, vêm sendo criadas novas oportunidades para investidores.
Em setembro, está prevista uma missão especial ao Egito para estabelecer contatos com empresas locais e promover essas iniciativas. Outro espaço de diálogo será o Fórum Empresarial Africano, em El Alamein, entre os dias 2 e 4 de outubro de 2026.
A COP17 também dedica atenção especial às pastagens. Fouad explicou que essas áreas estão diretamente ligadas à degradação das terras. A Mongólia é um exemplo dessa relação, já que as comunidades locais dependem amplamente desses recursos. A deterioração das pastagens reduz a produtividade e afeta os meios de subsistência da população.
Em 24 de agosto, será lançado um pacote financeiro destinado a apoiar comunidades locais e o setor privado nesse segmento. Para o Egito, que também enfrenta o desafio de preservar terras agrícolas e pastagens, essa experiência pode servir de referência.
Outras prioridades incluem a transferência de tecnologias e a capacitação de profissionais. Fouad ressaltou que o financiamento, por si só, não é suficiente: os países também precisam contar com conhecimento técnico para implementar os projetos.
A conferência busca ainda aproximar as agendas de combate à seca, clima e biodiversidade. Um dia específico da COP17 será dedicado à discussão dessa relação.
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