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Sociedade

Nyana Molete: as perspectivas de parceria entre veículos de mídia russos e sul-africanos são enormes

Nyana Molete, editor-chefe do BRICS Africa Channel, falou à TV BRICS sobre as oportunidades no mercado de mídia sul-africano


Nyana Molete é editor-chefe do BRICS Africa Channel, que cobre a agenda de notícias dos países do BRICS e do continente africano, além de fornecer análises aprofundadas dos acontecimentos correntes em áreas que afetam a vida dos cidadãos dos países do BRICS e do mundo em geral.

Ao longo de sua carreira, Nyana ocupou cargos importantes em conhecidos veículos de mídia. De 1997 a 1999, foi produtor-executivo do Newshour, um programa semanal de atualidades na emissora pública da África do Sul, a SABC TV.

Nyana é jornalista profissional, com ampla experiência em transmissão de televisão na África do Sul. Durante sua carreira, Nyana fez contribuições significativas para o desenvolvimento do setor, obtendo sucesso em distintas posições.

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Em uma entrevista exclusiva a Anna Lisina, editora-chefe do site da TV BRICS, o jornalista contou sobre sua carreira na área e as perspectivas de parceria entre a mídia russa e sul-africana.

Você começou a trabalhar com jornalismo e produção de documentários na década de 1980. O que o levou a trabalhar nessa área?

Para responder à sua pergunta, é preciso levar em conta o ambiente em que fui criado. Cresci em um assentamento chamado Soweto, e era estudante lá quando começou a revolta da libertação de 1976. Esse evento marcou um ponto de inflexão para mim, porque comecei a me interessar ativamente por política e me conscientizei claramente de que nossa sociedade necessitava de mudança. Então, um amigo meu decidiu fazer um filme e me convidou. Era um documentário sobre combatentes da liberdade que há tempos já não se encontravam mais entre os vivos. Foi assim que esse campo me fascinou e vi nele um grande potencial - era uma ótima ferramenta para educar, divulgar informações e unir as pessoas. Senti que, trabalhando aqui, eu poderia realmente mudar algo no mundo.

Sob sua liderança, o bem-sucedido Morning Live se tornou o programa matinal mais assistido na África do Sul e até bateu o recorde de audiência no horário nobre, à noite. Qual foi o segredo? O que ajudou seu programa a se tornar tão bem-sucedido?

Novamente, o contexto é muito importante aqui. O Morning Live existe até hoje no canal de televisão nacional sul-africano SABC. Em 1999, quando o Morning Live havia recém começado, não apenas o país passava por um período de transição, mas também o próprio canal SABC. E então decidimos que o Morning Live não seria um programa apenas para a elite. Queríamos que ele fosse relevante para todos. E nos esforçamos para que nosso programa fosse compreensível para as pessoas comuns. Por exemplo, a primeira história que filmamos fora do estúdio - ou pelo menos uma das primeiras - foi filmada em um vilarejo em Limpopo. Havia uma comemoração pelo centésimo aniversário de uma moradora local, e mostramos a aniversariante ao vivo no ar. Depois disso, começamos a desenvolver o programa nessa direção, porque se tratava de contar sobre nosso país e sobre a vida de nosso povo. Também produzimos várias histórias sobre as belezas de nosso país e sobre viagens. Nosso programa não se limitava a uma única direção. Cobríamos todas as esferas da vida. O programa era bastante positivo.

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Em breve, a plataforma StarSat começará a transmitir o BRICS Africa Channel no canal 509. Qual será a concepção do canal? Que tópicos, relacionados aos países do BRICS e a todo o continente africano, serão abordados?

A ideia principal é unir os povos dos países do BRICS e contar em detalhes a respeito das culturas de diferentes países e dos laços econômicos entre os cinco países-membros. Estamos planejando produzir histórias que permitam aos espectadores aprender algo novo sobre esses países. Essas informações podem se tornar um guia para a vida, ajudando a entender a importância da aliança do BRICS. Afinal de contas, o BRICS não diz respeito apenas aos dirigentes dos países-membros, mas também às pessoas comuns. E elas terão assim, novas oportunidades de se conectar umas com as outras.

Planejamos produzir programas de viagens e de culinária. O objetivo é mostrar, por exemplo, quais são as semelhanças e diferenças nas dietas e alimentos tradicionais de pessoas de diferentes países. O que faz a comida chinesa ser o que é, o que faz a comida sul-africana ou africana ser o que é?

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Também analisaremos as experiências de desenvolvimento de diferentes países. Por exemplo, a China realizou grandes avanços na redução da pobreza, enquanto os países africanos ainda buscam uma solução para este problema. Mas podemos estudar a experiência da China, entender quais medidas as autoridades do país tomaram para reduzir a pobreza entre a população e determinar se podemos seguir o mesmo esquema aqui. Portanto, como você pode ver, o canal abordará uma ampla variedade de tópicos. Também estamos planejando intercambiar séries, filmes e documentários com veículos de mídia dos países do BRICS. Queremos nos tornar uma plataforma que permita reunir os povos de nossos países.

Que perspectivas você vê para o desenvolvimento de parcerias entre veículos de mídia russos e sul-africanos?

O potencial de desenvolvimento de parcerias é enorme. Já estamos caminhando na direção certa: por exemplo, fechamos um acordo de parceria com a rede internacional TV BRICS, com a qual planejamos intercambiar reportagens e notícias. E também queremos estabelecer vínculos com outros membros do BRICS, visando intercambiar ideias e conteúdo. O BRICS Africa Channel colocará no ar programas da TV BRICS. Isso é apenas o começo e esperamos fortalecer nossa cooperação ao longo do tempo.

A Universidade Estatal Lomonosov de Moscou (MGU) recentemente sediou uma reunião do Clube Russo-Africano. Como resultado da reunião, foi assinado um memorando de cooperação entre veículos de mídia russos e africanos, e foi criada uma Associação de Jornalistas da Rússia e África. Como você acha que essas medidas contribuirão para o desenvolvimento dos veículos de mídia de ambos os lados?

Nenhum país existe isoladamente. Todos nós somos vizinhos de outros países ou de outros povos. E quanto mais estreitos forem os laços que mantemos uns com os outros, mais fortes seremos. Acredito que essas iniciativas permitam melhorar a compreensão mútua entre os países africanos e com nossos colegas na Rússia. Elas levarão a um melhor entendimento e a uma cooperação mais estreita. Porque se não nos comunicarmos uns com os outros, não conseguiremos aprender nada de novo uns sobre os outros, não nos entenderemos. O entendimento só pode ser alcançado por meio da comunicação. Nesse caso, por meio de relações profissionais entre jornalistas. E isso é ótimo porque, ao cooperar e trocar experiências, ambos os lados aprenderão um com o outro.

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Quais tópicos você considera de maior interesse para o público sul-africano?

Essa é uma pergunta bastante complexa, porque os sul-africanos têm interesses muito diferentes. Tudo depende de cada pessoa especificamente. Por exemplo, há muitas empresas, redes e canais de televisão na África do Sul. Há canais de notícias e há canais puramente de entretenimento. Cada um gosta de ler e assistir algo diferente. Mas acredito que nós, como jornalistas e criadores de conteúdo, devemos tentar oferecer apenas o melhor ao nosso público. E como um canal africano sob a égide do BRICS, o melhor que podemos oferecer são programas de qualidade, com significado profundo. Programas que possam trazer algo para a vida dos espectadores, não apenas entretenimento.

Como o mercado de mídia na África do Sul mudou com as novas tecnologias digitais?

Mudou muito. Muitas agências de notícias tiveram que se adaptar às novas tecnologias. Por exemplo, antes, as pessoas que trabalhavam na mídia impressa tinham apenas que imprimir e vender seus jornais, mas agora realizam seu trabalho na internet. As empresas de televisão também tiveram que começar a operar no ambiente digital. As coisas estão diferentes agora, porque a transformação digital vem ganhando impulso rapidamente. Acredito que esse seja o caso não apenas na África do Sul, mas em todo o mundo. As novas tecnologias tiveram um grande impacto no modo de vida das pessoas.

Fotografia: istockphoto.com

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