Plano nacional visa elevar percentual de leitores no Brasil para 55% até 2036
Ações incluem ampliação do acesso à literatura e redução no custo dos livros
O Brasil lançou o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), iniciativa voltada à ampliação do acesso à leitura e ao fortalecimento da formação cultural da população. Segundo o Brasil 247, parceiro da TV BRICS, a medida é válida até 2036 e tem como objetivo aumentar o percentual de leitores no país de 47% para 55%.
Uma das principais metas do PNLL é a ampliação do acesso aos livros. O plano aposta em medidas como a redução do custo dos livros, a expansão de livrarias no interior do país e o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Além disso, o programa dá maior atenção à acessibilidade, com a ampliação de acervos em braille, libras e audiolivros.
Renovando uma política iniciada em 2006, a assinatura do PNLL busca transformar a leitura e a escrita em bens essenciais para a população. O novo ciclo está estruturado em quatro eixos estratégicos:
-
Democratização do acesso;
-
Fomento à leitura e formação de mediadores;
-
Valorização institucional da leitura;
-
Desenvolvimento da economia do livro.
Além disso, o plano traz uma importante inovação ao reconhecer a escrita criativa como um direito, incentivando a população a se tornar produtora de cultura e não apenas consumidora.
Segundo o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, é essencial tornar a leitura uma prioridade na agenda política e social.
"O PNLL é a nossa bússola estratégica. Ele estabelece diretrizes que nos permitem ocupar as praças, as escolas e as bibliotecas com uma agenda que coloca o livro na 'cesta básica' do brasileiro", destacou ele.
Desde 2006, o Brasil conseguiu praticamente eliminar o déficit de municípios sem bibliotecas públicas, transformando esses espaços em centros de convivência, inovação e educação continuada. Além disso, houve um aumento significativo nos hábitos de leitura da população, com o índice médio anual de livros lidos por habitante subindo de 1,8 para cerca de 4,7 livros.
O novo PNLL destaca a leitura como um instrumento importante para a construção de um futuro mais igualitário, informado e equilibrado. O plano se posiciona como uma ferramenta para enfrentar as desigualdades sociais, tornando a leitura acessível a todos.
Nesse contexto, dados oficiais mostram que, em pouco mais de duas semanas desde seu lançamento, a plataforma do Ministério da Educação alcançou rapidamente mais de 566 mil usuários cadastrados, com mais de 263 mil empréstimos.
O recurso oferece livros gratuitos que podem ser emprestados por 14 dias, com possibilidade de renovação por mais 14 dias. Seu objetivo é ampliar o acesso à literatura, estimular o hábito de leitura e integrar tecnologias ao ambiente educacional, além de contribuir para a preservação do patrimônio literário do país.
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO