Rússia lança 1º projeto florestal e climático no Ártico
Iniciativa abrange mais de 20 mil hectares
A Rússia iniciou o primeiro projeto florestal e climático no Ártico, localizado no distrito autônomo de Iamalo-Nenets. A iniciativa tem como objetivo o desenvolvimento de monitoramento de carbono e a restauração das florestas, conforme comunicado pela Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS, com base nas informações do Escritório de Projetos para o Desenvolvimento do Ártico.
"As principais metas do projeto são destacar a metodologia de iniciativas climáticas adaptadas às condições das regiões árticas e aumentar a liquidez desses projetos no mercado internacional", afirmou Maksim Danikin, diretor-geral da entidade.
Ele acrescentou que o sucesso do programa pode atrair investimentos para as iniciativas climáticas da Rússia e criar uma nova fonte de financiamento para as regiões do país.
O projeto envolve a criação de uma área natural e climática dedicada à restauração florestal e à implementação de um sistema de monitoramento de carbono. As atividades incluem o plantio de árvores, monitoramento remoto e análise de solos.
Especialistas destacam que essa iniciativa ajudará a aumentar a capacidade das florestas em absorver gases de efeito estufa. A Rússia estabeleceu como meta alcançar a neutralidade de carbono até 2060.
Projetos e expedições semelhantes também estão sendo realizados nos países do BRICS e seus parceiros. A experiência adquirida e a implementação de novas tecnologias incentivam a cooperação internacional nesse campo.
Durante a Expedição Internacional de Circum-Navegação Costeira Antártica (ICCE 2024-2025), cientistas de 19 países, incluindo Rússia, Índia e China, estudaram os ecossistemas do continente, confirmando a importância das pesquisas climáticas, conforme informou o serviço de imprensa do Instituto de Pesquisa Ártica e Antártica da Rússia.
Além disso, este ano, o presidente do Chile, Gabriel Boric, durante sua visita oficial à Índia, assinou uma Carta de Intenções para apoiar a expedição indiana à Antártica. Segundo o News9, parceiro da rede TV BRICS, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, destacou o papel do Chile como "porta de entrada para a Antártica", devido à sua localização geográfica e cidades-chave como Punta Arenas, no sul do Chile.
Por sua vez, a China continua a fortalecer sua presença na Antártica. Um passo importante foi o uso de tecnologias inovadoras na estação de pesquisa Qinling. Essa é a primeira estação no mundo a utilizar um elemento de combustível de hidrogênio para gerar eletricidade. O sistema permite que a estação funcione com hidrogênio produzido por energia solar e eólica, reduzindo significativamente as emissões de CO2 e economizando carvão. A informação foi divulgada pela Xinhua News Agency, parceira da rede.
Fotografia: Mumemories / iStock
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO