33 tumbas greco-romanas foram descobertas no sul do Egito
A descoberta oferece um vislumbre valioso sobre as práticas funerárias e as condições de saúde da época
Uma equipe de arqueólogos egípcios e italianos fez uma descoberta impressionante na província de Assuão, no sul do Egito, onde foram encontradas 33 tumbas pertencentes a famílias da era greco-romana.
O Conselho Supremo de Antiguidades (CSA) do Egito anunciou que a descoberta oferece um vislumbre valioso sobre as práticas funerárias e as condições de saúde da época, segundo informa Prensa Latina, o parceiro da rede TV BRICS.
Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do CSA, informou que as tumbas continham partes de múmias e artefatos funerários, o que sugere a importância do local como um sítio arqueológico. Entre os corpos mumificados, destaca-se o de um adulto, possivelmente uma mulher, e o de uma menina de um ou dois anos, encontrados enterrados juntos, o que levantou questões sobre sua possível relação.
A descoberta também incluiu uma série de restos mumificados, figuras de terracota pintadas e caixões de madeira, indicando que a área era um local de sepultamento para cidadãos de classe média da Ilha Elefantina. Em contraste, as partes mais elevadas da necrópole parecem ter sido reservadas para indivíduos mais abastados.
Patrizia Piacentini, professora de egiptologia e líder da missão italiana, destacou que o estudo antropológico realizado buscou criar um perfil biológico detalhado dos indivíduos enterrados, incluindo sexo, idade na morte e quaisquer sinais de doenças ou traumas. A pesquisa revelou que algumas das pessoas enterradas sofriam de doenças infecciosas e distúrbios metabólicos.
Fotografia: iStock
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