Cientistas chineses encontram vestígios de antigo anestésico em instrumentos cirúrgicos do século XIV
Descoberta pode mudar a compreensão sobre o desenvolvimento da anestesia cirúrgica
Cientistas chineses encontraram vestígios de um anestésico de origem vegetal em instrumentos cirúrgicos da dinastia Ming. Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira evidência material direta de que médicos da China antiga usavam anestesia em cirurgias já no século XIV. A informação foi divulgada pelo Global Times, parceiro da rede TV BRICS.
O estudo foi conduzido por uma equipe da Universidade do Noroeste. Os artefatos foram encontrados no túmulo do médico Xia Quan, na província de Jiangsu. Entre os objetos estavam bisturis de ferro, agulhas cirúrgicas, tesouras, pinças, pincéis medicinais e recipientes para substâncias terapêuticas.
Com o uso de microscopia de espalhamento Raman estimulado, os cientistas analisaram resíduos microscópicos nos instrumentos. A análise revelou a presença de aconitina, alcaloide tóxico de origem vegetal que, após processamento especial, podia ser usado como anestésico.
Segundo o líder do estudo, professor Zhao Congcang, a descoberta confirma registros históricos sobre uma prática avançada de anestesia cirúrgica na China antiga. Antes, essas informações se baseavam principalmente em fontes escritas e não tinham comprovação material sólida.
Os pesquisadores consideram que a descoberta pode mudar percepções amplamente difundidas sobre a história da anestesia, já que métodos sistemáticos de anestesia vegetal eram usados na China muito antes da cirurgia pública com anestesia por éter realizada no século XIX.
Os cientistas planejam dar continuidade ao trabalho e estudar artefatos médicos mais antigos, incluindo achados do período Han e sítios pré-históricos. Isso ajudará a rastrear as origens da anestesia cirúrgica chinesa e ampliar os dados sobre o desenvolvimento da medicina antiga.
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