Autoridades chinesas apostam em tarifas zero para ampliar comércio agrícola com África do Sul
Aprofundar a cooperação no setor agrícola pode fortalecer cadeias de suprimento, ampliar o acesso a mercados e criar novas oportunidades para agricultores
A introdução de tarifas zero sobre 100% dos produtos importados de países africanos com os quais a China mantém relações diplomáticas pode expandir significativamente as exportações agrícolas africanas para o mercado chinês. A declaração foi dada por Vuyiswa Ramokgopa, integrante do Conselho Executivo de Agricultura e Desenvolvimento Rural da província sul-africana de Gauteng, e divulgada pela Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS.
Outro especialista, Thami Sebusi, presidente do Conselho da Agência de Produtos Agrícolas da África do Sul, acredita que o fortalecimento das relações entre os dois países estimulará a inovação e apoiará o desenvolvimento de longo prazo da agricultura.
"Estou firmemente convencido de que as relações China–África não são apenas importantes, mas cruciais para o crescimento sustentável de nossos setores agrícolas. Como ambos os países são membros do BRICS, temos uma plataforma única para aprofundar a cooperação, promover a inovação e apoiar um crescimento econômico inclusivo", afirmou.
Segundo autoridades alfandegárias chinesas, o comércio entre a China e a África alcançou cerca de US$ 295,6 bilhões (R$ 1,55 trilhão) em 2024. O país permanece como o maior parceiro comercial do continente africano pelo décimo sexto ano consecutivo. Ao mesmo tempo, a África do Sul é o principal parceiro comercial da China na África, com o comércio bilateral chegando a cerca de US$ 52,4 bilhões (cerca de R$ 275 bilhões).
Representantes de empresas chinesas destacaram o rápido crescimento dos setores africanos de avicultura e pecuária, afirmando que estão prontos para compartilhar experiência em produção em larga escala, tecnologias de criação de aves, melhoramento genético e produção de ração.
Anteriormente, o presidente da China, Xi Jinping, anunciou a introdução de tarifas zero para produtos de 53 países africanos a partir de 1º de maio de 2026.
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