Indonésia pode se tornar centro asiático de produção e comércio de hidrogênio
País busca desenvolver infraestrutura e ampliar uso do combustível de baixo carbono na transição energética
A Indonésia tem potencial para se tornar um centro asiático de produção, comércio e desenvolvimento de tecnologias de hidrogênio. A avaliação foi feita por Prahoro Nurtjahyo, chefe da Agência de Desenvolvimento de Recursos Humanos do Ministério de Energia e Recursos Minerais do país, segundo a Antara News.
De acordo com o representante, a Indonésia pode ocupar essa posição devido a três fatores principais: o crescimento da produção de hidrogênio de baixo carbono, o desenvolvimento da infraestrutura necessária e o aumento da demanda regional pelo combustível.
Nurtjahyo destacou que o mundo entrou em uma nova etapa da transição energética. Segundo ele, o desafio atual não é apenas ampliar a geração de energia renovável, mas também garantir o fornecimento de combustíveis limpos para setores nos quais a redução de emissões é mais complexa, como a indústria pesada, o transporte marítimo, a logística e os transportes.
"O desenvolvimento das tecnologias de hidrogênio não apenas nos aproxima da meta de emissões líquidas zero até 2060, mas também está totalmente alinhado ao conceito de 'Asta Cita', apresentado pelo presidente Prabowo Subianto. Isso inclui alcançar maior autonomia energética, fortalecer a indústria nacional de processamento e ampliar a competitividade do país"![]()
Prahoro Nurtjahyo Chefe da Agência de Desenvolvimento de Recursos Humanos do Ministério de Energia e Recursos Minerais da Indonésia
O governo da Indonésia já estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento da energia baseada em hidrogênio em dois documentos: o Roteiro Nacional de Hidrogênio e Amônia e o Regulamento Governamental nº 40 de 2025 sobre a política energética nacional. As normas reconhecem o hidrogênio e a amônia como novas fontes de energia para a descarbonização da indústria, da geração de eletricidade e dos transportes.
Ao mesmo tempo, o chefe da entidade alertou que apenas ampliar a produção não será suficiente.
"O sucesso da indústria de hidrogênio depende não apenas da capacidade de produção, mas também da criação de um ecossistema integrado que conecte produção, armazenamento, transporte e utilização", afirmou.
Anteriormente, a Indonésia foi o primeiro país do mundo a implementar o biodiesel com 50% de conteúdo de óleo de palma.
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