Акционерное общество "ТВ БРИКС"
tvbrics@tvbrics.com
Рубцов переулок, д.13, Москва, 105082, RU
+74996425304
Taxa de câmbio:
RUB/BRL 0,0651
0,001
INR/BRL 0,0527
0,0005
ZAR/BRL 0,3099
0,0006
CNY/BRL 0,7494
0,0021
EGP/BRL 0,1003
0,0006
IRR/BRL 0
0,0000
AED/BRL 1,3816
0,012
SAR/BRL 1,353
0,0118
ETB/BRL 0,0317
0,0005
USD/BRL 5,0739
0,0441
IDR/BRL 0,0003
0,0000

INTERNATIONAL

MEDIA

NETWORK

Menu
En vivo «Jogando limpo!»
RUB/BRL
0,0651
0,001
INR/BRL
0,0527
0,0005
ZAR/BRL
0,3099
0,0006
CNY/BRL
0,7494
0,0021
EGP/BRL
0,1003
0,0006
IRR/BRL
0
0,0000
AED/BRL
1,3816
0,012
SAR/BRL
1,353
0,0118
ETB/BRL
0,0317
0,0005
USD/BRL
5,0739
0,0441
IDR/BRL
0,0003
0,0000
TV BRICS Apps
Principal
Notícias
Vídeos
Menu
01:50 «Jogando limpo!»
01:50 «Jogando limpo!»
Agora 16+
01:50

«Jogando limpo!»

No programa está indicado o horário de Moscou. Por favor, leve em consideração a diferença de fuso horário.
02:20 «Arte do Esporte»
Depois
02:20

«Arte do Esporte»

16+
02:35

«Idioma da dança»

16+
03:00

«BRICSreport»

16+
13.07.2613:00 Cultura
Teatro Mariinski e TV BRICS ampliarão promoção da arte teatral clássica nos países do BRICS
03.07.2612:00 Sociedade
Gana passa a integrar intercâmbio internacional de informações da TV BRICS
30.06.2612:00 Sociedade
Países da América Latina ampliam cooperação midiática com BRICS por meio da TV BRICS
TV BRICS
China BRICS
15.07.26 19:05
Economia

Secretária-executiva da UNCCD, Yasmine Fouad: "Apesar das diferentes culturas e identidades, 'Unidos pela Terra' é a mensagem que estamos tentando promover, e ela vai além da campanha sobre as pastagens"

Em entrevista exclusiva à TV BRICS, Fouad comenta quais medidas podem acelerar a adoção de inovações no setor agrícola dos países do Sul Global.

Yasmine Fouad é a secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). Ela ocupa o cargo desde 2025. É mestre em Ecologia pela Universidade de Ain Shams e doutora em Estudos Euro-Mediterrâneos pela Universidade do Cairo. Desde 2018, atuou por sete anos como ministra do Meio Ambiente do Egito.

Possui ampla experiência em governança ambiental e diplomacia climática internacional.

— Em maio de 2026, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação lançou a iniciativa internacional "Caravana da Rota da Seda", uma campanha em apoio ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores. Por que essa rota específica foi escolhida e como o tema da expedição foi definido?

— Antes de tudo, gostaria de me concentrar no tema das pastagens e no processo multilateral, que integrou a COP16, realizada em Riade, na Arábia Saudita. Na ocasião, foi adotada uma decisão com foco nas pastagens, e nós demos continuidade a esse trabalho. Decidimos concentrar nossos esforços nesse tema como parte do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, instituído pelo secretário-geral das Nações Unidas, em Nova York, para 2026.

Como a UNCCD é a Convenção responsável pelas questões relacionadas à terra, nosso foco foi, principalmente, promover a conscientização e ampliar a visibilidade dos pastores e criadores de gado. Esse é um dos esforços que estamos realizando para criar impulso rumo à COP17.

Quanto ao tema da expedição, nossa abordagem é centrada nas pessoas. Como podemos partir de Riade, onde foi realizada a COP16, seguir para a Turquia, até Antália; encontrar criadores de gado e mulheres; chegar a esta região do mundo, a Ásia Central; seguir para a China e, finalmente, alcançar a Mongólia? Portanto, o principal objetivo é manter o foco nas pessoas que fazem parte dessa jornada.

— A senhora mencionou que as pastagens cobrem mais da metade da superfície terrestre e garantem meios de subsistência para bilhões de pessoas. No entanto, em algumas regiões, elas estão desaparecendo mais rapidamente do que as florestas tropicais. Na sua opinião, qual é o papel do pastoreio tradicional na conservação dessas áreas?

— Em primeiro lugar, eles conhecem suas paisagens melhor do que ninguém. Em segundo lugar, seu conhecimento tradicional é amplo e diversificado, e são justamente eles que podem proteger a terra. Em terceiro lugar, eles sabem exatamente como garantir que a mobilidade associada às pastagens ocorra pelas rotas adequadas e no momento certo.

Independentemente das nossas diferentes culturas, crenças e identidades, "Unidos pela Terra" é a mensagem que estamos tentando promover, e ela vai além da campanha em defesa das pastagens.

— Voltando à "Caravana da Rota da Seda", ela percorre o trajeto de Riade a Ulan Bator. Os participantes já visitaram a Turquia, a Rússia, o Uzbequistão, o Cazaquistão e o Quirguistão. Quais práticas tradicionais e soluções inovadoras poderiam ser ampliadas para a restauração da terra em todo o mundo?

— Os temas relacionados à terra e à água, à gestão sustentável dos recursos hídricos, ao aproveitamento das águas das enchentes durante a estação seca, à nossa capacidade de prever ondas de calor e condições climáticas para a seleção das culturas, bem como à forma como as mulheres enfrentam as consequências de tudo isso nas comunidades de pastores e criadores de gado. Essas são áreas que precisamos ampliar e replicar.

— A "Caravana da Rota da Seda" baseia-se em acordos adotados durante a sessão da Conferência das Partes. Que resultados práticos desse trabalho podem ser destacados atualmente?

— A campanha tem como objetivo promover a conscientização. A decisão da COP demonstra que o mundo reconhece que as pastagens são uma prioridade. A próxima COP terá como foco o financiamento. Portanto, estamos passando dos compromissos e da conscientização para a implementação concreta no terreno. É isso que estamos tentando impulsionar por meio da "Caravana da Rota da Seda".

Durante a 16ª Conferência, foi lançada a Parceria Global de Riade para a Resiliência à Seca. Os países de baixa renda e de renda média-baixa estariam no topo da lista. Estamos falando de 75 países que já desenvolveram seus planos de gestão da seca e que necessitam de apoio. O ponto mais importante em relação à seca é que não podemos continuar dependendo exclusivamente do financiamento público.

O que importa, e o que estamos tentando fazer na UNCCD, em conjunto com instituições financeiras internacionais, outras agências da ONU, parceiros e o setor privado, é demonstrar que os investimentos em resiliência à seca e restauração da terra podem ser financeiramente viáveis. Com isso, estamos incentivando uma maior participação do setor privado na mitigação da degradação da terra, na redução dos impactos da seca e no combate à desertificação. Isso representa uma mudança significativa na narrativa geral da Convenção.

— Em seu país de origem, o Egito, foi lançado o Projeto Novo Delta, a maior iniciativa de recuperação de terras da história do país. Na sua opinião, com que rapidez o Egito será capaz de ampliar a área total de terras cultivadas até a meta de 15%?

— Eu destacaria dois pontos. O primeiro é a vontade política e o compromisso, que são extremamente importantes na atual liderança do governo egípcio.

O segundo é a tecnologia, especialmente no que diz respeito à reutilização da água e às formas de ampliar sua disponibilidade. Também há o desenvolvimento de culturas que exigem menos água, uma área na qual o país tem investido fortemente em inovação.

Em resumo, se quisermos ampliar a área de terras agrícolas, precisamos de mais do que investimentos. Precisamos de inovação nas culturas, solos saudáveis e água. É por isso que, na COP17, a relação entre terra e água será uma questão central. Também precisamos dos jovens, e uma das forças do Egito é contar com um grande número de jovens capacitados e bem formados, que darão continuidade ao trabalho na agricultura.

— A degradação do solo tornou-se um dos temas centrais da agenda do BRICS em 2025. Uma das principais decisões foi a criação da Parceria para a Restauração de Terras. Na sua opinião, de que forma as iniciativas da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e os esforços do BRICS se complementam?

— Acho que um dos objetivos é reunir aqueles que se beneficiam da terra, direta ou indiretamente, e envolvê-los nesse processo e nesse diálogo. A iniciativa "Business4Land" é um exemplo concreto de como reunir o setor privado, cientistas, especialistas e plataformas nos níveis nacional, sub-regional e regional para promover discussões sobre a restauração da terra.

Além disso, algo que apresentaremos na próxima COP é o setor de mineração. A mineração utiliza a terra de forma altamente intensiva, mas as empresas também têm a obrigação de restaurá-la. Portanto, incluir o setor de mineração nessa discussão é uma parte importante da narrativa que queremos construir.

Também precisamos considerar o que a ciência pode nos dizer sobre solos saudáveis e como podemos preservá-los de maneira mais eficaz por meio de diferentes tecnologias. Uma das áreas que a Convenção pretende explorar é o uso da inteligência artificial. A IA consome recursos significativos e possui seu próprio impacto ambiental sobre a terra, a água e a energia. No entanto, se conseguirmos reduzir esses impactos e, ao mesmo tempo, utilizar a IA para detectar a degradação da terra, aprimorar o planejamento e monitorar a restauração do solo, acredito que isso poderá representar uma verdadeira transformação digital no manejo da terra.

— Gostaria também de mencionar a China, que alcançou resultados notáveis no combate à desertificação. Por exemplo, nos últimos dez anos, a área dos desertos arenosos foi reduzida em 4 milhões de hectares e a dos desertos rochosos em 5 milhões de hectares. As altas tecnologias claramente desempenharam um papel importante nesse processo. Que mecanismos, na sua opinião, poderiam acelerar a adoção de inovações no setor agrícola dos países do Sul Global?

— A cooperação Sul-Sul é um desses mecanismos. Outro é o capital do setor privado e a redução dos riscos associados aos investimentos privados, que representam um mecanismo inovador de financiamento.

Taxonomias que integrem os instrumentos financeiros utilizados pelos países do Sul Global também seriam muito úteis.

Além disso, a Convenção abriga a Iniciativa Global de Terras do G20, criada pelos países do G20 e financiada pela Arábia Saudita. Ela é outra plataforma pronta e capaz de transferir tecnologias rapidamente, replicá-las, ampliá-las e facilitar o intercâmbio de experiências entre a China e outros países, especialmente aqueles do Sul Global.

— Como o rápido desenvolvimento das inovações mudou os currículos universitários nas áreas de agronomia, ciência do solo e ecologia?

— A formação nessas áreas tradicionalmente se concentrou na biologia, nos negócios, nos padrões do solo e nas camadas do solo. No entanto, acredito que existem outros campos que precisam ser fortalecidos, como a economia da degradação da terra. Quando falamos das perdas globais anuais de US$ 900 bilhões devido à degradação do solo, ou de US$ 300 bilhões devido à seca, precisamos compreender melhor as implicações econômicas desses fenômenos.

A conexão entre a ciência da terra, do solo e da água, a economia e os aspectos sociais dessas questões precisa ser fortalecida.

Também temos parcerias com diversas universidades, nas quais estamos criando uma plataforma para integrar discussões sobre degradação da terra, seca e desertificação em diferentes disciplinas, promovendo abordagens transversais e multidisciplinares em universidades de todo o mundo.

Assista à versão completa da entrevista aqui.

Curto
e direto ao ponto
Uma vez por semana, cobriremos as notícias dos países do BRICS
Ao clicar em "Inscrever-se", você autoriza o processamento de dados pessoais

MAIS SOBRE O TEMA

15.07.2617:00 Economia
Experiência da China em infraestrutura digital, comércio eletrônico e formação de profissionais pode acelerar a transformação digital do BRICS, afirma especialista
15.07.2616:00 Economia
Exportações agropecuárias do Brasil atingem US$ 87 bilhões em 2026
14.07.2623:00 Economia
Indonésia e Arábia Saudita ampliam cooperação no setor de transportes
14.07.2619:15 Economia
Fórum Empresarial Global da ONU debate papel do setor privado no alcance dos ODS
14.07.2619:00 Economia
Economia do Quênia cresce 5,3% em 2026 impulsionada por setores produtivos
14.07.2616:00 Economia
Zimbábue amplia produção de cítricos com crescimento das exportações
1 de
13.07.2619:00 Tecnologia
Tecnologias agrícolas do futuro: automação da agricultura nos países do Sul Global
13.07.2612:00 Personalidades
Editor-chefe do IOL, Lance Witten: "Jornalismo verdadeiro se baseia em honestidade, precisão e equilíbrio"
10.07.2617:00 Cultura
Diretor-geral do Teatro Bolshoi e do Teatro Mariinski, Valeri Guerguiev: "Os países do BRICS abrem novas oportunidades para a cooperação cultural"
Curto
e direto ao ponto
Uma vez por semana, cobriremos as notícias dos países do BRICS
Ao clicar em "Inscrever-se", você autoriza o processamento de dados pessoais