Cientistas chineses criam 1ª interface biônica do mundo que imita funcionamento do nervo auditivo
Tecnologia pode abrir uma nova frente na recuperação da audição e, no futuro, complementar soluções existentes, como os implantes cocleares
Uma equipe de cientistas da Universidade de Nankai, na China, desenvolveu uma interface biomimética experimental para o nervo auditivo. O sistema combina o processamento de sinais sonoros com sua transmissão ao sistema nervoso. A informação foi divulgada pelo Science and Technology Daily, parceiro da TV BRICS, com base em um estudo publicado na revista Nature Materials.
Os implantes cocleares modernos permitem que pessoas com perda auditiva severa percebam sons por meio da transformação de sinais acústicos em impulsos elétricos, transmitidos pelo nervo auditivo preservado. No entanto, quando esse nervo está gravemente danificado ou ausente, a eficácia desses dispositivos é limitada.
O novo sistema desenvolvido pelos pesquisadores chineses busca solucionar esse problema. A tecnologia é capaz de captar sons, realizar seu processamento neuromórfico e converter as informações em sinais que podem interagir com o sistema nervoso.
Durante os experimentos, os cientistas implantaram o dispositivo em coelhos com surdez. Após o procedimento, os animais conseguiram perceber sinais sonoros, distinguir comandos vocais específicos e realizar tarefas comportamentais associadas a eles.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia reproduz algumas funções da via auditiva natural. O dispositivo não apenas capta os sons, mas também analisa e codifica as informações sonoras antes de transmiti-las ao sistema nervoso.
Nas próximas etapas, a equipe pretende aperfeiçoar o sistema, avaliar sua segurança e estudar as possibilidades de aplicação médica. Antes que a tecnologia possa ser utilizada em seres humanos, ainda serão necessários estudos adicionais e ensaios clínicos.
Cientistas e pesquisadores de outros países do BRICS também continuam desenvolvendo novos métodos de diagnóstico e tratamento de doenças, além de tecnologias médicas modernas capazes de melhorar a qualidade de vida e tornar a assistência à saúde mais acessível.
Na África do Sul, um estudante da província do Cabo Oriental criou óculos inteligentes para pessoas com deficiência visual. Por meio de uma câmera e de recursos de inteligência artificial, o dispositivo reconhece objetos ao redor e os descreve por voz, ajudando pessoas cegas a se orientar melhor no espaço e a ter mais autonomia. Os óculos também oferecem suporte a vários idiomas sul-africanos, segundo o portal IOL.
No Brasil, uma nova vacina pneumocócica 20-valente foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode causar doenças como pneumonia e meningite. A medida amplia as possibilidades de prevenção, conforme informações divulgadas pelo governo brasileiro.
Na Índia, pesquisadores desenvolveram um hidrogel biocompatível que auxilia os médicos na remoção mais precisa e segura de pólipos e tumores intestinais, com menor intervenção no organismo. De acordo com a IANS, parceira da TV BRICS, o material facilita o procedimento e reduz o risco de complicações.
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO