Novo Plano Nacional de Astronomia do Brasil confere papel estratégico à inteligência artificial
Documento define diretrizes para o desenvolvimento do setor até 2035
O Brasil apresentou a versão atualizada do Plano Nacional de Astronomia (PNA) 2025–2035, conforme informou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em seu portal oficial. O documento reúne um diagnóstico da astronomia brasileira e estabelece as diretrizes que orientarão o desenvolvimento da área no longo prazo.
Esta é a segunda edição do plano — a primeira versão foi publicada em 2010. O novo PNA incorpora os desafios científicos e tecnológicos da atualidade e reflete as transformações ocorridas em várias áreas da astronomia.
As recomendações para o período de 2025 a 2035 estão organizadas em quatro eixos estratégicos. O primeiro aborda temas como a origem e a evolução do Universo, a natureza da matéria escura e da energia escura, a formação de estrelas e galáxias, além da busca por possíveis evidências da existência de vida fora da Terra.
O segundo prioriza a modernização da infraestrutura astronômica, com investimentos em radiotelescópios, detectores e outros equipamentos científicos de alta tecnologia, essenciais para a realização de pesquisas de ponta.
O plano também destaca o papel da inteligência artificial e das tecnologias de análise de grandes volumes de dados. Como os observatórios modernos produzem diariamente uma quantidade crescente de informações, a estratégia prevê a ampliação da formação de especialistas em ciência de dados, aprendizado de máquina e processamento de informações para aprimorar a análise desses dados.
O quarto eixo busca fortalecer a relação entre a astronomia e a sociedade, por meio de iniciativas voltadas à educação, à formação de professores, à divulgação científica, à ampliação da participação da população em atividades de pesquisa e à preservação do patrimônio científico nacional.
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