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Border collie mais caro do mundo é vendido por R$ 160 mil em Minas Gerais

Border collie mais caro do mundo é vendido por R$ 160 mil em Minas Gerais


O border collie mais caro do mundo é brasileiro, tem cinco anos e chama-se Radar. Ele foi vendido por R$ 160 mil a um pecuarista de Pernambuco. O recorde de preço anterior pertencia à cadela Megan, vendida da Inglaterra para um criador nos Estados Unidos por R$ 107 mil, informa o repórter de tvbrics.com com referência ao Canal Rural.

O treinador Adonis Colombo, antigo dono do animal, afirma que sua história com o animal é “coisa do destino”. Radar chegou às mãos dele ainda filhote e ficou apenas 30 dias, sendo vendido a um pecuarista da Bahia que iria recriá-lo na fazenda e depois mandá-lo para ser treinado. “Comprei vendido, mas já vi que era um cachorro diferente. Ele tinha uma interação muito diferente com os animais; era inteligente e ficava atento, olhando as ovelhas”, relembra.

O pecuarista Júnior Ribeiro, de Camocim do São Felix (PE) estava procurando um border collie de excelente genética e acabou chegando ao Radar. Criador de nelore e angus, ele entrou no mundo dos cães de pastoreio após perceber a funcionalidade desses animais na lida. “O border collie não é um cão comum, ele tem habilidades extraordinárias, é um atleta do campo”, diz.

O treinador conta que vender o Radar foi necessário para valorizar tanto o animal quanto o pastoreio nacional. “É como um jogador de futebol, ele não pode ficar parado, precisa se expor mais”. Ficou acordado entre eles que o animal continuaria em Minas Gerais, sendo treinado para provas e campeão, pois ele ainda é novo.

O novo proprietário terá retorno financeiro principalmente através da genética do animal. “Meu intuito agora é dar andamento no “Radar Project” que será iniciado nos EUA, visando estocar material genético não só para o Brasil, mas para o mundo”, diz Ribeiro.

Além disso, filhotes do animal também poderão ser comercializados, gerando lucro ao dono – e ele já tem mais de 80 espalhados por vários estados brasileiros e por países como Estados Unidos, Colômbia, Argentina e Bolívia.


Photo: canalrural.com

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