Brasil se torna 3º maior exportador de carne suína do mundo
Em 2025, país enviou ao exterior o recorde de 1,51 milhão de toneladas
O Brasil se tornou oficialmente o terceiro maior exportador de carne suína do mundo. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país enviou ao exterior 1,51 milhão de toneladas do produto em 2025. A informação foi divulgada pela Safras News, parceira da TV BRICS.
Em comparação com o ano anterior, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 11,6%. O avanço do setor está ligado à diversificação de mercados, à competitividade da produção e ao alto padrão sanitário da carne brasileira. Outro fator importante foi o fortalecimento da presença do país em destinos asiáticos e a abertura de novos mercados.
A tendência positiva se mantém em 2026. Em março, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram um recorde histórico: em um mês, foram embarcadas 153,8 mil toneladas, 32,2% a mais que no mesmo período do ano anterior. A receita também atingiu o maior nível já registrado e chegou a US$ 361,6 milhões (cerca de R$ 2 bilhões).
No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 392,2 mil toneladas de carne suína. O volume representa alta de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita obtida entre janeiro e março chegou a US$ 916 milhões (aproximadamente R$ 5 bilhões), crescimento de 16,1%.
O mercado interno também registrou um marco importante. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o consumo de carne suína no país chegou, em 2025, ao nível histórico de 20 kg por habitante ao ano. O dado indica o aumento da presença do produto na alimentação cotidiana dos brasileiros.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, afirmou que o resultado reflete o trabalho de toda a cadeia produtiva, incluindo investimentos em segurança sanitária, tecnologia, genética, produtividade e bem-estar animal.
Especialistas apontam que a demanda mundial por carne suína brasileira segue elevada, especialmente nos mercados da Ásia e da América do Sul. O desempenho no início do ano reforça as expectativas de novo crescimento das exportações em 2026.
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