Etiópia planeja digitalizar mais de 80% das unidades públicas de saúde até 2030
Estratégia prevê sistemas médicos eletrônicos, uso de IA e ampliação do atendimento especializado
O Ministério da Saúde da Etiópia planeja digitalizar, até 2030, mais de 80% dos hospitais e centros públicos de saúde do país. A informação foi divulgada pela ENA, parceira da rede TV BRICS. A Etiópia realiza uma transformação digital no sistema de saúde e busca se tornar um dos principais centros de turismo médico na região do Chifre da África.
Segundo o ministro de Estado da Saúde, Dereje Duguma, mais de 50 hospitais e centros médicos já deixaram de usar prontuários em papel e passaram a adotar sistemas digitais para armazenar históricos de pacientes e prestar atendimento médico.
"Começamos a implementar sistemas digitais de raio X baseados em inteligência artificial, ferramentas de diagnóstico e soluções de tratamento em algumas unidades de saúde", afirmou o ministro. Ele acrescentou que o uso dessas tecnologias deve crescer de forma significativa nos próximos três a cinco anos.
Duguma destacou que a digitalização já melhora a qualidade dos serviços médicos e aumenta a atratividade do país para pacientes de nações vizinhas. A Etiópia recebe pessoas da Somália, de Djibuti e do norte do Quênia em busca de atendimento.
O país também desenvolve a infraestrutura de medicina especializada por meio da modernização de instituições públicas e privadas. Um dos principais projetos foi a inauguração, em Adis Abeba, de um moderno complexo médico voltado ao tratamento de câncer e doenças cardiovasculares.
O Ministério da Saúde pretende levar para outras grandes cidades da região modelos bem-sucedidos de atendimento que já funcionam em Adis Abeba.
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO