Cientistas iranianos criam nanocatalisador contra câncer de pele
Técnica usa luz visível para aumentar a ação sobre células tumorais e reduzir danos aos tecidos saudáveis
Pesquisadores da Universidade de Teerã desenvolveram um nanocatalisador inteligente capaz de intensificar a eliminação de células de melanoma sob exposição à luz visível, faixa do espectro eletromagnético percebida pelo olho humano. A pesquisa também contou com a participação de pesquisadoras da Universidade de Ciências Médicas do Irã. A informação foi divulgada pela Pars Today, parceira da TV BRICS.
Para criar a nanoestrutura, os cientistas utilizaram nitreto de carbono grafítico modificado com íons de platina, quitosana e ferro. Em testes com iluminação artificial, as nanopartículas aumentaram a produção de radicais livres, que contribuem para destruir células cancerígenas.
De acordo com os resultados dos experimentos, o efeito do nanocompósito sobre as células tumorais foi significativamente mais intenso sob luz visível do que na ausência de irradiação.
A geração simultânea de espécies reativas de oxigênio (ROS, na sigla em inglês) e de hidrogênio molecular compromete o funcionamento das células tumorais. A reação foto-Fenton ajuda a ampliar a formação de espécies reativas de oxigênio, processo que pode elevar o estresse oxidativo e levar à destruição das células cancerígenas. Já a formação de hidrogênio molecular prejudica a função das mitocôndrias e a produção de energia nas células tumorais.
Os pesquisadores afirmaram que o revestimento de quitosana aumentou a biocompatibilidade e melhorou a estabilidade da estrutura, o que permite que o método atue principalmente sobre as células doentes, com menor impacto sobre os tecidos saudáveis.
Anteriormente, o país inaugurou o maior centro oncológico de sua história. O hospital conta com 19 salas de cirurgia, uma unidade de terapia intensiva com 12 leitos e seis modernos complexos de radioterapia, com capacidade para 563 pacientes.
A instituição vai tratar os principais tipos de câncer em crianças e adultos, incluindo tumores cerebrais e câncer no sangue, nos ossos, no tórax e na cavidade abdominal. Os atendimentos ficarão a cargo de especialistas de destaque no país, que poderão utilizar métodos modernos de terapia celular e gênica, realizar cirurgias especializadas e aplicar tratamentos com radioterapia e quimioterapia.
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