Reserva na Arábia Saudita registra alta concentração de aves raras de rapina
Mais de 2,8 mil aves, incluindo águias-das-estepes e abutres-negros, foram avistados na área protegida
A Autoridade de Desenvolvimento da Reserva Real Rei Salman bin Abdulaziz registrou mais de 2.850 aves de rapina raras durante suas migrações de inverno na área natural protegida. A informação foi divulgada pela Saudi Press Agency (SPA).
Os especialistas participaram da implementação do programa nacional de monitoramento da população e das áreas de distribuição de abutres ameaçados de extinção.
Como resultado das observações, foram registrados mais de 1,6 mil indivíduos de águia-das-estepes, mais de 1,2 mil milhafres-pretos, 35 abutres-negros e 25 águias-imperiais-orientais. Esses números ressaltam a importância ecológica da reserva como um dos principais locais de concentração de aves de rapina.
Em 2024, as estruturas das linhas de transmissão de média tensão na reserva foram isoladas para prevenir a morte de animais. Uma inspeção recente não registrou casos de eletrocussão de aves, comprovando a eficácia dessas medidas.
O complexo inclui cinco zonas de grande relevância para a preservação da fauna. As espécies migratórias representam cerca de 88% do total de aves registradas no local, enquanto as residentes correspondem a 12%.
Nos países do BRICS, também vêm sendo adotadas medidas direcionadas para proteger a vida selvagem. No Brasil, por exemplo, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, está sendo repovoado com papagaios ameaçados de extinção. Em janeiro, araras-canindé foram soltas na área, de acordo com publicação da Agência Brasil.
Neste ano, reservas no Irã registraram a presença de 27 guepardos-asiáticos, de acordo com o Tehran Times, parceiro da TV BRICS, com base em dados do Departamento de Meio Ambiente do país. Em setembro, foi retomada a execução do projeto nacional de proteção da espécie. Esses predadores vivem nas províncias de Khorasan do Sul e Khorasan do Norte.
Na Cacássia, república federal da Rússia, oito cavalos de Przewalski, recentemente transferidos de Orenburg para a reserva "Khakasski", suportaram com sucesso temperaturas de até -40 °C. A espécie está registrada no Livro Vermelho da Rússia, e os especialistas continuam trabalhando na recuperação de sua população.
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