Cientistas criam fermento probiótico para melhorar setor leiteiro da Etiópia
Novo produto foi apresentado em Adis Abeba durante eventos dedicados ao Dia Mundial do Leite
Cientistas do Instituto Etíope de Pesquisa Agrícola (EIAR, na sigla em inglês) apresentaram "Etittuu", um novo produto probiótico para a fermentação do leite. As autoridades esperam que a inovação ajude a ampliar a produção de leite e laticínios na Etiópia. A informação foi divulgada pela ENA, parceira da TV BRICS.
O diretor-geral do instituto, professor Niguse Dechassa, afirmou que o novo fermento permite processar leite pasteurizado em apenas quatro horas. Segundo ele, a solução acelera consideravelmente a fermentação e pode elevar a produtividade das empresas do setor leiteiro. O pesquisador destacou ainda que os estudos sobre leite e produtos lácteos seguem entre as prioridades do instituto.
De acordo com o assessor do Ministério da Agricultura e ministro de Estado, Ifa Muleta, o uso da tecnologia desenvolvida no próprio país permitirá economizar reservas cambiais ao reduzir a necessidade de importação de produtos similares. Ele ressaltou que as autoridades veem a novidade como parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a segurança alimentar e melhorar a qualidade da alimentação da população.
A inovação também complementa o programa Yelemat Tirufat ("Abundância da Cesta"), lançado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed para apoiar a agricultura e a pecuária. A iniciativa já ajudou a estimular investimentos e a ampliar a participação do setor privado na criação de animais e na produção de leite.
Atualmente, cientistas etíopes desenvolvem uma série de projetos com uso de biotecnologias voltados ao aumento da produção de leite, à melhoria da qualidade dos laticínios e ao aperfeiçoamento da produção agrícola no país.
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