Rússia e China lançam expedição marítima para estudar clima antigo no Pacífico
Objetivo é compreender transformações climáticas anteriores e projetar cenários ambientais futuros
Uma expedição científica internacional partiu do porto de Vladivostok, na Rússia, com o objetivo de investigar o passado climático do mar de Bering e da região noroeste do Oceano Pacífico. A bordo do navio de pesquisa "Acadêmico Lavrentiev", recentemente modernizado, 25 cientistas embarcaram em uma jornada de 45 dias, segundo informações da Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS.
A equipe reúne especialistas do Instituto de Oceanologia do Pacífico Ilitchev, vinculado ao Departamento do Extremo Oriente da Academia Russa de Ciências, e do Primeiro Instituto de Oceanografia do Ministério de Recursos Naturais da China. Os pesquisadores coletarão amostras de sedimentos marinhos, zooplâncton e cinzas vulcânicas, considerados "arquivos naturais" que registram informações sobre ciclos climáticos antigos e a evolução dos ecossistemas oceânicos.

Segundo Wang Jun, cônsul-geral interino da China em Vladivostok, a principal meta da missão é fomentar pesquisas conjuntas nas áreas de paleoceanografia e paleoclimatologia, gerando subsídios para a previsão de futuras mudanças ambientais.
O diretor do instituto russo, Denis Makarov, destacou que esta é a primeira missão conjunta com cientistas chineses desde a interrupção das atividades causada pela pandemia. Para ele, a iniciativa possui importância científica e diplomática, reforçando os laços de cooperação entre os dois países.
A expedição é liderada pelo cientista Aleksandr Bosin, pesquisador-chefe da área de paleoceanografia e paleoclimatologia do instituto russo, e pelo especialista chinês Zou Jianjun, do laboratório de geologia e geofísica marinha.
Fotografia: Xinhua News Agency
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