Rússia e Uzbequistão iniciam expedições conjuntas para preservação ambiental
Acordo de cooperação entre os departamentos de proteção ambiental dos dois países está em vigor desde 2013
A Rússia e o Uzbequistão firmaram um acordo para realizar expedições conjuntas e promover a troca de especialistas nas áreas de conservação ambiental. As expedições ocorrerão nas áreas protegidas do Parque Nacional Valdaiski, na Rússia, e no Parque Natural de Zaamin, no Uzbequistão. A informação foi divulgada pelo Ministério de Recursos Naturais e Ecologia da Rússia.
O encontro, que tratou da preservação da biodiversidade, ocorreu durante a quinta reunião da comissão conjunta russo-uzbeque de cooperação ambiental, realizada no vilarejo de Tanhoi, na Buriácia. A delegação russa foi liderada por Ivan Kusch, diretor do Departamento de Cooperação Internacional em Recursos Naturais e Proteção Ambiental, enquanto a delegação uzbeque foi chefiada por Bakhrom Pardaev, chefe do Departamento de Crescimento Verde do Comitê Nacional de Ecologia e Mudanças Climáticas do Uzbequistão.
Durante o encontro, foram discutidos projetos como a liberação de cegonhas cinzas na planície do rio Amudarya e o desenvolvimento de alternativas para o inverno das aves migratórias no Uzbequistão, que desempenha um papel fundamental nas rotas de migração dessas espécies raras.
A Rússia expressou interesse em estudar as metodologias do Uzbequistão para a criação de abetardas e sugeriu a troca de experiências entre os dois países sobre o tema. Também foi acordado que as partes continuarão com pesquisas conjuntas e o monitoramento das rotas migratórias das aves.
As conversas também incluíram a colaboração em áreas como a proteção da qualidade do ar e a gestão de resíduos.
Outro ponto importante discutido foi a cooperação na restauração florestal. O Uzbequistão possui experiência no reflorestamento do leito seco do Mar de Aral, o que despertou o interesse da Rússia. Está previsto que seja assinado um memorando de cooperação entre as agências florestais dos dois países.
Ao final das negociações, foi decidido que será elaborada e aprovada uma programação de cooperação para o período de 2027 a 2029, com conclusão prevista até o final de 2026.
Os países do BRICS estão implementando grandes iniciativas ambientais para a conservação da biodiversidade, a restauração de ecossistemas e o desenvolvimento sustentável.
No Brasil, o governo adotou uma série de medidas para preservar a natureza, com o objetivo de restaurar a vegetação local em 12 milhões de hectares até 2030. Foram selecionados 11 projetos de reflorestamento em áreas protegidas da Amazônia, abrangendo zonas ambientais, reservas naturais, parques nacionais e terras indígenas, conforme o governo brasileiro.
A Etiópia desenvolveu parques nacionais e protegeu 87 áreas naturais, com o intuito de preservar os habitats de animais raros, como o lobo etíope, o íbex abissínio e o gelada (uma espécie de primata que vive apenas nas terras altas da Etiópia), além de criar condições para o ecoturismo. A informação foi divulgada pela Fana Media Corporation (FMC), parceira da TV BRICS.
Já a Indonésia intensificou as ações para proteger as florestas e a fauna local, segundo informações da Antara News. O Ministério de Florestas planeja restaurar mais de 66,7 hectares no Parque Nacional Tesso Nilo, na Ilha de Sumatra. Os esforços de preservação também abrangem duas áreas habitadas por elefantes de Sumatra, onde o governo pretende criar novas fontes de água, áreas de alimentação e construir centros de tratamento e hospitais para os animais, em parceria com a Índia.
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