Brasil e China abrem ano cultural com sinfônicas unidas no palco em Brasília
Evento marca 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países
O Brasil abriu a programação cultural chinesa no país para 2026 com o concerto do Ano Cultural Brasil-China, realizado em Brasília. O evento reuniu autoridades e representantes diplomáticos, simbolizando o fortalecimento dos laços culturais por meio da música, segundo informações do Ministério da Cultura do Brasil, reverberadas pelo Diário do Povo, parceiro da TV BRICS.
A apresentação contou com a participação conjunta da Orquestra Sinfônica Nacional da China e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. No palco, músicos brasileiros e chineses interpretaram obras de ambos os países, evidenciando a música como uma linguagem universal capaz de aproximar culturas e promover o intercâmbio artístico.
O secretário-executivo adjunto do ministério, Cassius Antonio da Rosa, destacou a dimensão estratégica da cooperação cultural entre Brasil e China.
"Essa celebração é o símbolo vívido de uma parceria estratégica e madura, que foi celebrada e fortalecida pelos presidentes Lula e Xi Jinping. [...] Nosso objetivo primordial é ampliar o conhecimento mútuo entre nossos povos, permitindo que a arte atue como verdadeiro idioma universal que nos conecta", afirmou.
O evento contou ainda com a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, que ressaltou a trajetória histórica das relações bilaterais.
"A história das relações China-Brasil é também a história do intercâmbio cultural e da aproximação entre os povos. O aprendizado mútuo é a força motriz do progresso da civilização humana", explicou o diplomata chinês.
O repertório reuniu composições representativas das tradições musicais de ambos os países. O público pôde apreciar obras como "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, e o Concerto para violino "Os Amantes Borboleta", de He Zhanhao e Chen Gang. Também foram apresentados trabalhos de Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes e Zhao Jiping.
A programação do Ano Cultural Brasil-China seguirá ao longo de 2026, com atividades previstas tanto no Brasil quanto na China. A iniciativa marca os 50 anos das relações bilaterais entre os dois países.
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