China concentra 70% do mercado mundial de robôs quadrúpedes
Produção de robôs industriais cresce e novas tecnologias ganham espaço na indústria chinesa
A China passou a responder por cerca de 70% das vendas globais de robôs quadrúpedes e concentra mais da metade dos modelos de robôs humanoides disponíveis no mundo. As informações foram divulgadas pelo engenheiro-chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Wang Weiming, e reproduzidas pelo Brasil de Fato, parceiro da rede TV BRICS.
No primeiro semestre de 2026, a produção de robôs industriais no país cresceu 28% em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a fabricação de robôs de serviço aumentou 11,9%. Atualmente, mais de 230 empresas chinesas desenvolvem robôs inteligentes com estrutura física, incluindo modelos humanoides e quadrúpedes. As autoridades estimam que a produção total desses dispositivos ultrapasse 100 mil unidades até o fim do ano.
As tecnologias robóticas já são aplicadas em setores como indústria e medicina. Robôs de inspeção operam em minas e túneis de alta tensão, substituindo trabalhadores em ambientes de risco. Na área da saúde, sistemas cirúrgicos com conexão 5G realizaram mais de 3 mil procedimentos minimamente invasivos à distância.
A inteligência artificial também vem sendo utilizada no controle de qualidade industrial. Sistemas de visão computacional identificam defeitos microscópicos em peças com eficiência cinco vezes superior à inspeção manual. Em 500 fábricas que passaram por modernização digital, a produtividade média aumentou 25%.
A adoção de inteligência artificial por grandes empresas industriais chinesas superou 30% no primeiro semestre. Modelos de IA de código aberto desenvolvidos no país acumularam mais de 10 bilhões de downloads em todo o mundo.
O avanço da robótica e das indústrias de alta tecnologia está alinhado à estratégia de desenvolvimento das "novas forças produtivas de qualidade", conceito proposto pelo presidente da China, Xi Jinping. A estratégia prevê a transição da indústria chinesa de um modelo baseado em mão de obra intensiva para setores com maior conteúdo tecnológico. No primeiro semestre de 2026, o valor agregado da indústria de alta tecnologia da China cresceu 13,3%.
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