Cientistas da Tailândia desenvolvem método inovador para extrair cálcio de resíduos de peixe
Suplemento pode ajudar a fortalecer ossos e dentes, reduzir o risco de osteoporose e apoiar a saúde muscular e nervosa
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia Rajamangala, na Tailândia, desenvolveram um método inovador para extrair cálcio de subprodutos da indústria de processamento de peixe, transformando resíduos em um produto de alto valor agregado, conforme informado pela Vietnam News Agency (VNA), parceira da TV BRICS.
O método envolve a extração de cálcio de partes do peixe que normalmente são descartadas, como cabeças, ossos, escamas e caudas, utilizando resíduos do processamento de tilápia de boca preta, uma espécie de peixe ósseo.
Análises laboratoriais mostraram que o produto é livre de metais pesados e contaminação microbiana, com um teor de cálcio de 12 a 15%, semelhante ao cálcio extraído de outros peixes, como o salmão.
Esse suplemento pode contribuir para o fortalecimento de ossos e dentes, redução do risco de osteoporose e melhoria da saúde muscular e nervosa, oferecendo uma alternativa de cálcio, especialmente para a população idosa.
Além disso, o cálcio extraído tem potencial para ser utilizado na fabricação de produtos de higiene pessoal, como creme dental, e ainda contribui para a diminuição de resíduos e poluição nas indústrias de processamento de peixe.
Projetos semelhantes de reaproveitamento de resíduos para a produção de itens valiosos estão sendo realizados em outros países, incluindo membros e parceiros do BRICS.
Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia do Leste da China desenvolveram um método para transformar resíduos alimentares em biocombustível para embarcações oceânicas. A tecnologia se baseia na conversão de biogás em metanol, conforme relatado pelo China Daily, parceiro da TV BRICS. Graças a essa inovação, resíduos orgânicos são convertidos em um produto útil, e os custos de produção de combustível são reduzidos em 30%. Uma unidade experimental foi criada utilizando soluções patenteadas, entre as quais está a conversão de metano do biogás em hidrogênio e monóxido de carbono, com o objetivo de produzir gás de síntese e, posteriormente, metanol. Especialistas acreditam que essa tecnologia fortalece a base para a transição da indústria global de navegação para uma economia verde.
Na Venezuela, cientistas estão desenvolvendo um projeto para transformar resíduos da produção de carne de caranguejo em um componente antimicrobiano. O material passa por um processo de limpeza inicial, secagem e moagem, após o qual a quítina é extraída, transformando-se em quitosana, conforme relatado pela Venezolana de Televisión, parceira da TV BRICS. Esse composto possui propriedades biodegradáveis e antimicrobianas, sendo utilizado em medicina, agricultura, tratamento de água e na produção de materiais ecológicos. Na agricultura, a quitosana age como proteção orgânica para plantas, enquanto na indústria alimentícia é usada como agente clareador e antimicrobiano, além de ser aplicada na medicina para reduzir a absorção de gorduras e na engenharia de tecidos.
Uma colaboração entre cientistas da Índia e da China resultou em um método para transformar folhas caídas de maçã em uma solução ecológica para proteger metais da corrosão. Pesquisadores da Universidade de Nagaland e da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim extraíram das folhas partículas microscópicas capazes de oferecer proteção duradoura contra a destruição dos metais. Em testes, essas partículas reduziram a corrosão do cobre em uma solução ácida agressiva em 94%, com baixas concentrações, e em 96,2% com exposição prolongada. De acordo com a ANI, parceira da TV BRICS, essa descoberta pode ajudar a resolver um problema global da indústria, reduzindo a dependência de produtos químicos tóxicos. Além disso, o método transforma resíduos agrícolas em materiais valiosos, favorecendo o desenvolvimento de uma economia circular e gerando novas fontes de renda para os agricultores.
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