Demanda de russos por viagens para China cresce significativamente após isenção de visto
Maioria do fluxo de turistas se dirige à ilha de Hainan
Após a introdução do regime experimental de isenção de visto para russos por parte de Pequim, a demanda por viagens à China aumentou entre 50% e 100%. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da União Russa da Indústria de Turismo, com base em dados de analistas.
"Desde o início de setembro, quando foi anunciada a isenção de visto pela China, a demanda por pacotes turísticos começou a crescer rapidamente. Nos primeiros 10 dias de setembro, o aumento foi superior a 60% em comparação com o ano passado", afirma a nota.
Olga Lanskaia, diretora de relações públicas de uma operadora turística russa, informou que atualmente cerca de 80% do fluxo de turistas se destina à ilha de Hainan.
Aleksandr Musikhin, vice-presidente para turismo de entrada da Associação de Operadores de Turismo da Rússia, afirmou em comentário exclusivo à TV BRICS que os destinos mais procurados pelos russos incluem Pequim, Guangzhou, Xangai e a província de Henan, onde está localizado o Templo Shaolin.
Li Peng, chefe do departamento de turismo de uma empresa de turismo de Pequim, destacou em conversa com a rede de mídia que a isenção de visto para cidadãos russos reflete o alto nível das relações entre Rússia e China.
"Isso fortalece os laços comerciais e culturais. Acredito que também dará um novo e poderoso impulso ao desenvolvimento da economia chinesa", afirmou.
Ele acrescentou que a infraestrutura turística da China já está em um nível elevado, com o uso intensivo de inteligência artificial e tecnologias digitais, tornando as viagens mais confortáveis. Para quem visita a China pela primeira vez, Li Peng sugeriu começar por Pequim e Xangai, além de explorar Chongqing e fazer cruzeiros pelo rio Yangtze.
O regime experimental de isenção de visto para russos estará em vigor de 15 de setembro de 2025 a 14 de setembro de 2026 na China. Como afirmou anteriormente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o lado russo responderá a essa medida de forma espelhada.
Fotografia: Tzido / iStock
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