Exportações da indústria química do Egito crescem 17% em 5 meses
Setor químico e de fertilizantes mantém a liderança entre os principais segmentos exportadores do país
As exportações egípcias de produtos químicos e fertilizantes alcançaram US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), entre janeiro e maio de 2026, ante US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 21 bilhões) no mesmo período de 2025. Os dados são da Organização Geral de Controle de Exportações e Importações do Egito.
Segundo o Sada El-Balad, parceiro da TV BRICS, as informações divulgadas pelo Conselho de Exportação das Indústrias Químicas e de Fertilizantes apontam crescimento de 17% no período. O setor respondeu por cerca de 23% de todas as exportações não petrolíferas do país.
O relatório indica que o segmento manteve a liderança entre os principais setores exportadores do Egito, refletindo a recuperação da atividade industrial e o aumento da competitividade dos produtos nacionais nos mercados internacionais.
Os fertilizantes permaneceram como o principal item de exportação do setor, com vendas de US$ 1,45 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões), alta de 6%. Já os plásticos registraram o maior crescimento entre os principais segmentos: as exportações subiram 62%, passando de US$ 704 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões) para US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões).
As vendas externas de produtos químicos diversos alcançaram US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões), avanço de 27%. As exportações petroquímicas somaram US$ 385 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), aumento de 4%, enquanto as de produtos químicos inorgânicos cresceram 14%, para US$ 148 milhões (aproximadamente R$ 756 milhões).
A Índia ocupou a segunda posição entre os principais compradores, com US$ 472 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). O Brasil ficou em quinto lugar, com US$ 246 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), seguido pela China, com US$ 241 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). Entre os maiores avanços, destacaram-se o Brasil, com crescimento de 773%, e a Índia, com alta de 105%, refletindo a expansão das empresas egípcias em novos mercados.
Entre os blocos econômicos, o mercado árabe ficou em segundo lugar, com exportações de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 6 bilhões), equivalentes a 25% do total. Os países asiáticos não árabes compraram US$ 826 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões) em produtos do setor, enquanto os países africanos não árabes responderam por US$ 591 milhões (cerca de R$ 3 bilhões).
As dez maiores empresas exportadoras registraram vendas externas de US$ 2,5 bilhões (aproximadamente R$ 13 bilhões), correspondentes a 53% das exportações do segmento. Segundo o relatório, o resultado demonstra a força da base industrial egípcia e a capacidade das empresas nacionais de competir nos mercados internacionais.
O diretor-executivo do Conselho de Exportação das Indústrias Químicas e de Fertilizantes, Mohamed Maguid, afirmou que o crescimento resultou da cooperação entre as partes envolvidas e da implementação de programas especializados de apoio aos exportadores.
Segundo ele, a próxima etapa terá como foco a expansão para mercados promissores na África, na Europa e na América Latina, além do melhor aproveitamento dos acordos de livre comércio.
Os resultados acompanham estratégias adotadas por outros países do BRICS, que vêm desenvolvendo setores produtivos não petrolíferos e diversificando suas exportações.
Nos Emirados Árabes Unidos, o PIB cresceu 6,2% em 2025 e alcançou 1,9 trilhão de dirhams (cerca de R$ 3 trilhões). O PIB não petrolífero avançou 6,8%, para 1,5 trilhão de dirhams (aproximadamente R$ 2,09 trilhões). A construção civil liderou o crescimento entre as atividades econômicas, com alta de 11,1%, segundo dados oficiais citados pela Emirates News Agency (WAM), parceira da TV BRICS.
Na Rússia, o ministro da Indústria e do Comércio, Anton Alikhanov, informou que as exportações de máquinas e equipamentos de engenharia cresceram 28% em 2025. As vendas externas de produtos não petrolíferos e não energéticos aumentaram 11,2%. Os países parceiros responderam por 86% desses embarques, com destaque para o crescimento das exportações destinadas à China, a Belarus, ao Cazaquistão e à Índia.
No Brasil, as exportações do agronegócio atingiram o recorde de cerca de US$ 87 bilhões (aproximadamente R$ 445 bilhões) no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Ministério da Agricultura. De acordo com o Brasil 247, parceiro da TV BRICS, a China permaneceu como principal destino, concentrando 35,1% das vendas, o equivalente a aproximadamente US$ 30,5 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões). A soja liderou os embarques, com volume recorde de 69,6 milhões de toneladas.
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