Indonésia lidera produção de arroz no Sudeste Asiático e ocupa quarto lugar no mundo
Avanço na produção e aumento das reservas colocam o país entre os principais protagonistas do mercado mundial do grão
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontou que a Indonésia é atualmente o maior produtor de arroz do Sudeste Asiático. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Alimentação da Indonésia (Bapanas) e repercutida pela Antara News.
No ranking global, o país aparece na quarta posição em 2025, atrás de Índia, China e Bangladesh.
Na comparação entre a produção estimada para o período 2025/2026 e os números de 2024/2025, a Indonésia registrou o maior avanço entre os principais produtores mundiais. Segundo o chefe da Bapanas, Andi Amran Sulaiman, o país deve ampliar sua produção em mais de 4 milhões de toneladas no período.
O crescimento supera as projeções para outros grandes produtores, como Índia (1,7 milhão de toneladas), Brasil (1,5 milhão de toneladas) e Bangladesh (1,1 milhão de toneladas).
Sulaiman afirmou que a FAO reconheceu novamente os avanços da cadeia produtiva de arroz da Indonésia, destacando não apenas o aumento da produção, mas também o crescimento dos estoques e a estabilidade dos preços pagos aos agricultores.
Em seu relatório, publicado em junho de 2026, a organização destacou que a expansão dos estoques de arroz na Indonésia é um dos fatores que contribuem para a manutenção das reservas globais do grão.
A FAO estima que os estoques mundiais de arroz ao final do período 2026/2027 alcancem 213,8 milhões de toneladas, o segundo maior nível registrado nos últimos dez anos.
No mercado interno, Sulaiman afirmou que a reserva nacional de arroz administrada pela Agência Estatal de Logística permanece acima de 5 milhões de toneladas, reduzindo a necessidade de importações.
O relatório da FAO projeta que os estoques finais da Indonésia devem chegar a 7,5 milhões de toneladas em 2025/2026 e crescer para 7,8 milhões de toneladas em 2026/2027. O aumento das reservas reforça as perspectivas de que o país possa ampliar sua participação no mercado internacional e se tornar um exportador de arroz.
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