Pesquisadores chineses dão passo importante para tornar células solares mais eficientes e baratas
Estratégia inédita resolve problema de uniformidade que limitava produção em larga escala
Uma equipe de pesquisa chinesa desenvolveu um novo método que melhora de forma significativa a eficiência e a estabilidade operacional das células solares de múltiplas junções de perovskita e silício. O avanço, repercutido pelo China Daily, parceiro da rede TV BRICS, representa um passo importante para a viabilização comercial dessa tecnologia.
Essas células solares combinam uma camada superior de perovskita, responsável por converter a luz solar em eletricidade com alta eficiência, e uma base de silício, amplamente utilizada na indústria fotovoltaica. Essa estrutura é considerada promissora por permitir maior aproveitamento da energia solar em dispositivos leves e de alto desempenho.
Nesse sistema, a superfície texturizada do silício industrial, formada por pequenas estruturas em forma de pirâmide, dificulta a aplicação uniforme da camada de perovskita. Essa irregularidade pode gerar vazamentos elétricos localizados, reduzindo a eficiência do sistema e limitando sua aplicação em larga escala.
Para resolver esse problema, os pesquisadores aplicaram uma fina camada de óxido de alumínio apenas no topo das "pirâmides", criando um efeito isolante que impede os vazamentos elétricos.
"Essa estratégia é simples e compatível com as linhas de produção industrial existentes, o que traz as células solares multijunção de perovskita e silício um passo mais perto de aplicações comerciais", afirmou Ye Jichun, um dos autores do estudo.
Com essa técnica, a equipe alcançou uma eficiência de conversão de energia de cerca de 33% em uma célula com área ativa de aproximadamente um centímetro quadrado. Além disso, o dispositivo manteve cerca de 90% do desempenho inicial após mil horas de operação contínua, demonstrando boa estabilidade a longo prazo.
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