Químicos chineses desenvolvem materiais fluorados ecológicos
Pesquisadores propõem uma nova abordagem para sua criação, considerando o impacto ambiental já na etapa de projeto da molécula
Cientistas chineses anunciaram um avanço importante no desenvolvimento de uma nova geração de materiais fluorados ecológicos. Eles podem ser usados no lugar de refrigerantes, agentes espumantes e solventes tradicionais. A informação foi divulgada pelo Science and Technology Daily, parceiro da TV BRICS.
A principal característica dos novos materiais é que seu desenvolvimento leva em conta simultaneamente três critérios ambientais: ausência de impacto sobre a camada de ozônio, baixo efeito estufa e prevenção da formação de poluentes persistentes durante a decomposição.
Os cientistas utilizaram modelagem molecular e cálculos químico-quânticos para prever as propriedades de compostos promissores. Um dos principais critérios foi garantir que sua decomposição não resultasse na formação de ácido trifluoroacético (TFA), um poluente persistente que pode permanecer por longos períodos no meio ambiente e se dispersar por meio dos cursos d'água.
Além disso, os pesquisadores ressaltaram que o trabalho vai além da busca por mais um substituto para as substâncias químicas existentes. A proposta adota uma abordagem integrada, que abrange desde o projeto e a produção das moléculas até a avaliação de seu impacto ambiental, permitindo considerar a sustentabilidade do novo material em todas as etapas de seu desenvolvimento.
Anteriormente, a indústria já havia migrado algumas vezes para novas gerações de substâncias fluoradas. No entanto, não foi possível eliminar totalmente os riscos ambientais. Por exemplo, algumas substâncias deixaram de destruir a camada de ozônio, mas, em contrapartida, intensificaram o efeito estufa.
Os desenvolvedores consideram a nova abordagem uma base para a criação da chamada "quinta geração" de substitutos para substâncias que destroem a camada de ozônio. Segundo eles, a tecnologia busca enfrentar simultaneamente três desafios: reduzir os impactos sobre a camada de ozônio e o efeito estufa e evitar a formação de poluentes persistentes durante a decomposição dos materiais.
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