Desenvolvedores apresentam tecnologia como o primeiro mentor humanoide do país
A África do Sul apresentou o IRIS, um robô humanoide com inteligência artificial capaz de se comunicar e ministrar aulas nos 11 idiomas oficiais do país. A informação foi divulgada pela DurbanTV, parceira da TV BRICS.
O humanoide pode auxiliar os estudantes no aprendizado, explicando temas complexos, respondendo a perguntas, avaliando conhecimentos e interagindo com professores. O robô foi desenvolvido para atender programas do ensino fundamental ao 12º ano e também pode ser utilizado no ensino superior e na formação profissional.
Além dos 11 idiomas oficiais da África do Sul, o IRIS é capaz de operar em mais de 7 mil idiomas em todo o mundo.
O desenvolvimento do robô começou há vários anos na província de KwaZulu-Natal. Inicialmente, o projeto era voltado ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e educação. Posteriormente, passou a se concentrar em inteligência artificial, robótica, programação e aprendizagem digital.
O principal objetivo é ampliar o acesso das crianças a uma educação de qualidade, independentemente do local onde vivem e das condições financeiras de suas famílias. Para a África do Sul, essa questão é especialmente relevante, já que o país possui 11 idiomas oficiais e nem todos os alunos conseguem estudar em sua língua materna. Na prática, o idioma de ensino depende da escola, da região e do programa educacional.
O projeto recebeu apoio de representantes do governo sul-africano. A vice-ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nomalungelo Gina, destacou que o país precisa de tecnologias que levem em consideração as particularidades locais.
O IRIS já começou a ser implementado em escolas. Na primeira etapa, cinco instituições de ensino de KwaZulu-Natal receberam os robôs. Escolas privadas também demonstraram interesse na tecnologia.
Segundo os desenvolvedores, mais de 2 mil robôs desse tipo já foram produzidos em diferentes países. Agora, está prevista a produção dos equipamentos diretamente na África do Sul.
Os criadores do projeto avaliam que a expansão da produção e o uso de robôs na educação podem gerar novos postos de trabalho, desde especialistas em inteligência artificial e programação até profissionais de manufatura, suporte técnico, logística e marketing. Segundo as estimativas, o projeto poderá contribuir para a criação de mais de 20 mil empregos em cinco anos.