Tecnologia permite realizar atendimentos à distância, evitando deslocamentos
Um projeto-piloto realizado em Miguel Alves, no Piauí, está mostrando como a telemedicina aliada à tecnologia 5G pode transformar o acesso à saúde em regiões remotas do Brasil.
Durante a primeira fase da iniciativa, segundo o Ministério das Comunicações, foram realizados mais de 900 exames de forma remota, conectando pacientes da zona rural a médicos especializados em São Paulo. Em cerca de 70% dos casos, não houve necessidade de deslocamento para outras cidades, o que contribuiu para a redução de custos e maior conforto no atendimento.
O sistema implantado utiliza uma rede 5G exclusiva e de alta velocidade, capaz de transmitir exames em tempo real com estabilidade. Isso permite que os médicos acompanhem os procedimentos à distância e orientem profissionais de saúde locais durante os atendimentos, assegurando diagnósticos mais ágeis e precisos.
"A telemedicina precisa de conectividade para ser eficiente. [...] Temos apoiado inovações para reduzir as barreiras entre o atendimento médico de qualidade e pacientes que vivem longe dos grandes centros", declarou o chefe da pasta, Frederico de Siqueira Filho.
Nessa etapa, foram realizados exames cardiológicos, ginecológicos e ultrassonografias em gestantes. A qualidade das transmissões de imagem foi confirmada em todos os atendimentos, comprovando a eficácia da tecnologia. Os profissionais locais também foram capacitados para o uso do sistema, o que contribuiu diretamente para a qualidade dos procedimentos realizados.
Com investimento superior a R$ 7 milhões e apoio do ministério, o projeto reúne diferentes instituições e aposta na inovação para reduzir desigualdades no acesso à saúde. A expectativa é que iniciativas semelhantes sejam ampliadas para outras regiões do país, levando atendimento médico de qualidade a populações distantes dos grandes centros urbanos.