Cientistas russos avançam no desenvolvimento de materiais para eletrônica flexível do futuro
Descoberta pode aprimorar dispositivos eletrônicos biocompatíveis
Um grupo de cientistas russos, com participação de pesquisadores da Universidade Federal Báltica Immanuel Kant (BFU Kant), demonstrou que é possível ampliar de forma significativa e estabilizar a resposta elétrica de um material magnetoelétrico flexível. Para isso, basta definir previamente como as micropartículas magnéticas ficarão distribuídas dentro da camada de polímero. Os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de sensores flexíveis, fontes autônomas de energia e dispositivos eletrônicos biocompatíveis. As informações foram divulgadas no site da universidade, parceira da rede de mídia TV BRICS.
Os polímeros flexíveis são muito vantajosos para a eletrônica vestível e para dispositivos macios, mas suas propriedades podem variar porque as partículas magnéticas se movimentam dentro da matriz elástica. Os pesquisadores encontraram uma maneira de controlar essas propriedades por meio da estrutura interna do material.
Os físicos estudaram um compósito flexível formado por duas camadas. Uma delas é feita de um polímero magnetoativo (elastômero) com micropartículas de ferro. Durante a fabricação, a equipe aplicou um campo magnético que fez as partículas se alinharem em cadeias paralelas e orientadas em uma mesma direção. O estudo mostrou que esse alinhamento alterou as propriedades do compósito como um todo.
"Os resultados abrem caminho para sistemas autônomos de captação de energia, capazes de transformar em eletricidade as vibrações mecânicas e eletromagnéticas presentes no ambiente", afirmou Valeria Kolesnikova, diretora do centro de pesquisa e ensino "Materiais Inteligentes" da BFU Kant.
No futuro, materiais como esse, que mantêm a maciez e geram um sinal elétrico reproduzível, poderão ser aplicados em sensores flexíveis, em componentes de alimentação autônoma, em eletrônicos vestíveis e portáteis e em sensores biocompatíveis.