Brasil e Egito compartilham experiências sobre saúde mental juvenil
Encontro abordou práticas de atenção psicossocial para crianças e adolescentes
O Brasil e o Egito realizaram um intercâmbio de experiências sobre políticas de saúde mental para crianças e adolescentes. A visita de estudo ocorreu no âmbito da Cooperação Sul-Sul Trilateral entre o Brasil, o Egito e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), informou o Ministério da Saúde brasileiro.
Atendendo a uma solicitação do governo egípcio, a iniciativa teve como objetivo contribuir para a estruturação de um Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental e Apoio Psicossocial no país. Durante a programação, uma delegação do Ministério da Solidariedade Social do Egito conheceu experiências brasileiras de organização da atenção psicossocial e de integração entre diferentes políticas públicas.
Entre as atividades, os representantes visitaram serviços da Rede de Atenção Psicossocial, incluindo um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil e uma Unidade Básica de Saúde no Distrito Federal. A programação apresentou práticas de acolhimento de crianças e adolescentes, atendimento multiprofissional, elaboração de Projetos Terapêuticos Singulares e estratégias de cuidado territorial e comunitário desenvolvidas com a participação das famílias.
O chefe da delegação egípcia, Amr Osman, expressou satisfação com o intercâmbio e destacou a relevância da experiência brasileira na área da saúde pública.
"Primeiro quero expressar meu agradecimento ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, ao Ministério do Egito, ao Ministério da Saúde de ambos os países, ao Unicef, tanto no Egito como no Brasil, e à Embaixada do Egito no Brasil. [...] Nossa decisão de priorizar a cooperação com o Brasil é justamente por causa do papel relevante do país nas políticas públicas de saúde", afirmou.
A agenda incluiu ainda a apresentação de serviços do Sistema Único de Assistência Social e da plataforma Pode Falar, disponível no Meu SUS Digital para oferecer acolhimento, escuta e orientação em saúde mental a pessoas de 13 a 24 anos.
Além disso, a comitiva também conheceu iniciativas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes e à participação desse público na formulação e no acompanhamento de políticas públicas.