Irã explora turismo infantil como nova frente para setor de viagens
Sítios culturais e naturais podem formar novo segmento voltado à aprendizagem
O Irã tem potencial para desenvolver o turismo infantil como um segmento especializado do setor de viagens. Segundo a especialista em turismo Ziba Jahangir, a iniciativa poderia criar novos produtos turísticos e ampliar a demanda por hospedagem, transporte, atrações e outros serviços. A informação é do Tehran Times, parceiro da TV BRICS.
Diferentemente do turismo familiar convencional, essa modalidade coloca os interesses e as necessidades de desenvolvimento das crianças no centro do planejamento das viagens. As experiências são estruturadas com foco em aprendizagem, diversão, segurança e participação ativa, mantendo os pais como parte integrante da jornada.
Jahangir observou que o público infantil pode influenciar decisões importantes das famílias, como a escolha do destino, das atrações, da duração da estadia e das atividades. Nesse contexto, a oferta de experiências específicas para os viajantes mais jovens poderia ampliar e diversificar a cadeia turística do país.
Sítios arqueológicos, cidades e vilarejos históricos, bazares tradicionais, desertos e florestas do Irã poderiam formar a base desse segmento, sem a necessidade de construir atrações completamente novas. Os destinos já existentes poderiam ser adaptados com narrativas, jogos educativos, programas interativos e informações elaboradas para diferentes faixas etárias.
Museus e locais históricos, em particular, poderiam oferecer programas que combinem educação e entretenimento. A atuação de guias capacitados para trabalhar com o público infantil também poderia facilitar o acesso das crianças às atrações históricas e culturais.
A expansão do segmento exigiria ainda padrões específicos de infraestrutura e atendimento. Segundo Jahangir, os destinos voltados às crianças devem oferecer instalações seguras e acessíveis, condições sanitárias adequadas, alimentação saudável, água potável e acesso a serviços médicos. Rotas adaptadas para famílias com carrinhos de bebê e meios de hospedagem preparados para as necessidades do público infantil também são considerados importantes.
Os serviços turísticos precisariam ainda levar em conta as diferenças entre as faixas etárias, em vez de tratar todas as crianças como um único grupo. Além das competências tradicionais do setor, os guias profissionais deveriam ter conhecimentos sobre desenvolvimento infantil, comunicação, primeiros socorros e gestão de emergências.
Jahangir também ressaltou a importância de incluir as próprias crianças na elaboração das experiências turísticas. Para isso, seria necessário levar em conta aquilo que elas consideram interessante, agradável ou difícil durante as viagens.