Expedição chinesa ao Ártico encontra nova área de emissões hidrotermais
Quebra-gelos Xuelong e Xuelong 2 voltaram a Xangai após quase três meses de viagem
A 16ª expedição chinesa ao Oceano Ártico alcançou resultados expressivos. A informação foi divulgada por integrantes da missão, que retornaram a bordo dos quebra-gelos de pesquisa Xuelong e Xuelong 2 ("Dragão da Neve" e "Dragão da Neve 2"), após quase três meses de navegação, segundo a Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS.
Participaram da expedição 336 especialistas de 79 instituições da China e de outros países. A escala da missão e o total de tarefas cumpridas atingiram níveis recordes. Foram obtidos resultados importantes em pesquisas multidisciplinares na zona de borda de gelo, em observações integradas da atmosfera, do gelo e do oceano, entre outros trabalhos.
Entre os destaques, os cientistas reuniram dados completos sobre as propriedades elétricas da litosfera na região da Dorsal de Gakkel, abrangendo um período de mais de 25 milhões de anos, e descobriram uma nova e extensa área de emissões hidrotermais em águas profundas, no trecho leste da dorsal.
Segundo os organizadores, foram instaladas 114 boias de diferentes tipos para monitorar o oceano e o gelo marinho, sendo 97% dos equipamentos de fabricação chinesa. Diversos modelos desenvolvidos pelo país passaram com sucesso por testes em larga escala e foram utilizados nas condições do Oceano Ártico.
Durante a viagem, o Xuelong e o Xuelong 2 atuaram em conjunto. Os dois navios realizaram simultaneamente 19 operações em estações de gelo e instalaram 95 conjuntos de boias, formando uma rede local de observação automatizada. O número de estações e de boias instaladas no gelo é o maior já registrado em pesquisas chinesas desse tipo.
A 16ª expedição foi organizada pelo Ministério de Recursos Naturais da China. Além dos quebra-gelos Xuelong e Xuelong 2, participaram da missão outras duas embarcações, o Jidi e o Tansuo 3, que devem retornar em meados de outubro.