País africano amplia receitas no comércio exterior, impulsionado por minerais e novos mercados
Os Emirados Árabes Unidos mantiveram a posição de principal destino das exportações do Zimbábue, respondendo por 50% do valor total dos embarques no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados citados pelo The Herald, parceiro da TV BRICS, o país registrou receita total de exportações de US$ 2,7 bilhões (mais de R$ 14 bilhões) no período.
Os EAU importaram US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões) em produtos do Zimbábue, consolidando sua participação no comércio bilateral. A África do Sul e a China vieram em seguida, com US$ 538 milhões e US$ 536 milhões, respectivamente (cerca de R$ 2,79 bilhões e R$ 2,78 bilhões). Juntos, os três mercados representaram 89% da receita total de exportações do país africano.
O ouro semimanufaturado permaneceu como o principal produto exportado pelo Zimbábue, gerando US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 7 bilhões). Produtos intermediários de níquel, minérios de níquel e ferrocromo também apareceram entre as categorias de melhor desempenho, refletindo a força do setor de mineração.
Os fluxos comerciais com os EAU cresceram de forma significativa nos últimos anos, passando de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) em 2023 para US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 26 bilhões) em 2025. Minerais e produtos hortícolas continuam predominando nas exportações.
O Zimbábue também avança em sua agenda de industrialização por meio de iniciativas de agregação de valor e beneficiamento, voltadas a ampliar o processamento interno de matérias-primas. Entre as medidas recentes estão a suspensão das exportações de concentrado de lítio e o início da produção de sulfato de lítio, além de estratégias previstas na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2 para fortalecer a capacidade industrial, elevar o valor das exportações e impulsionar a substituição de importações.