Entra em operação primeira UTI inteligente do sistema público de saúde do Brasil
As autoridades acreditam que o uso de IA e análise de big data pode reduzir em cerca de cinco vezes o tempo de espera por atendimento médico de emergência
A primeira unidade de terapia intensiva inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil foi inaugurada no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada no site do Ministério da Saúde.
A unidade está equipada com inteligência artificial e tecnologias digitais modernas, que otimizam o monitoramento do estado dos pacientes, permitem a verificação cruzada das informações de todos os equipamentos médicos, alertam antecipadamente os profissionais de saúde sobre uma possível piora do quadro clínico e ajudam a definir prioridades no atendimento. Todas as informações mais importantes são automaticamente exibidas no prontuário eletrônico do paciente.
O sistema é conectado às ambulâncias por meio da rede 5G, o que permite transmitir indicadores vitais antes mesmo da chegada do paciente ao hospital.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essas tecnologias permitem reduzir o tempo de permanência dos pacientes na UTI e diminuir as filas para internação. Em todo o país, está prevista a abertura de 14 unidades de terapia intensiva desse tipo, com capacidade total de 280 leitos. Para isso, foram destinados R$ 180 milhões de reais.
Além disso, o governo investirá R$ 4,8 bilhões no desenvolvimento de um centro de pesquisa translacional, voltado à aplicação prática de avanços científicos, na modernização de seis hospitais de referência no âmbito do SUS e na construção do primeiro hospital totalmente inteligente do país: o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente da Universidade de São Paulo. A expectativa é que a unidade tenha 800 leitos e atenda 20 mil pacientes por ano. O início das operações está previsto para 2027.
Quase 36% do financiamento foi assegurado pelo Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do BRICS.
No hospital, que integra a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também entrou em funcionamento um novo acelerador linear para radioterapia, que permite tratar pacientes oncológicos de forma mais rápida e precisa, aumentando a capacidade de atendimento de 20 para 40 pacientes por dia.
As autoridades brasileiras consideram esses projetos um passo importante para a modernização digital da saúde pública, a melhoria da qualidade do tratamento e a redução das filas para atendimento médico especializado.
DIGITAL WORLD
Centro de Mídia do BRICS+
RUSSO CONTEMPORÂNEO